Farmácia 24 horas: uma necessidade URGENTE em Juazeiro e Petrolina

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“É de causar indignação que nestas duas cidades, consideradas de grande porte, não exista nenhuma farmácia que funcione 24 horas. Às 23h de sábado (14) precisei de um remédio para minha filha de 5 anos, rodei Juazeiro e Petrolina e todas as farmácias estavam fechadas”, reclama o designer gráfico Victor Fidel, que reivindica dos órgãos competentes uma solução para este problema.
A ausência de farmácias 24h em Juazeiro e Petrolina, que juntas somam quase quatrocentos mil habitantes, é sentida pela população que fica desassistida deste serviço de saúde procurado, geralmente, em casos de emergência.11259764_238291946529901_4416776962134960610_o
Farmácia não é um comércio qualquer. É um serviço. Um serviço de saúde. Não há quem esteja livre de precisar deste serviço no meio da madrugada. Dificilmente há quem o procure sem necessidade.
As reclamações são recorrentes, mas sem resposta dos órgãos que poderiam apresentar uma solução.
Por que não instituir um plantão organizado em sistema de rodízio nas madrugadas ?
De quem seria a responsabilidade de atender essa demanda das duas comunidades?
Em diversos municípios brasileiros existem leis que instituem a obrigatoriedade do funcionamento de farmácias durante 24 horas, aos feriados e finais de semana, em regime de plantão, ficando a cargo do Executivo a regulamentação e fiscalização.

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Segundo a Secretária de Saúde de Juazeiro, Tatiane Malta, em 2015 houve uma reunião entre a Vigilância Sanitária, representantes do setor de farmácias e Conselho Regional de Farmácia para tentar instituir um regime de plantão, mas a discussão não avançou. Os comerciantes do segmento alegaram que não há segurança para funcionar durante a madrugada. A Secretária reconhece que há essa necessidade, mas que o município não teria a competência de determinar a obrigatoriedade do serviço e apela para o bom senso dos comerciantes.

Provocada pela nossa reportagem, Tatiane Malta prometeu voltar a discutir o assunto com as partes envolvidas para buscar uma solução.
Os Conselhos Municipais de Saúde podem e devem entrar nessa discussão.
As farmácias podem e devem investir em segurança.
Os vereadores podem e devem criar um projeto de lei que, além de estabelecer o funcionamento por 24 horas, não deixasse impune quem se recusasse a abrir as portas
Os poderes públicos podem e devem encontrar uma alternativa.
A população é que não pode e nem deve ficar desassistida.
Vamos aguardar. E acompanhar.

Sibelle Fonseca

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