Caso Betariz: Carro de som atrapalha ato de protesto no Fórum de Petrolina e Lucinha Mota protesta

Em nota enviada para a redação do portal Preto No Branco, Lucinha Mota, mãe da menina Beatriz Angélica assassinada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, manifestou indignação sobre um fato, que teria ocorrido na manhã de hoje (02). De acordo com ela, durante uma manifestação realizada em frente ao Fórum de Petrolina, cobrando a prisão de Allinson Henrique, acusado de apagar imagens do possível assassino da criança, um carro de som, com volume alto e pago pelo fórum, prejudicou o ato.

Lucinha diz ainda que ao tentar pedir que o motorista do veículo diminuísse o volume do som, ouviu do mesmo que o dinheiro valia mais que uma vida. “Essas atitudes nos deixam muito tristes. Continuamos indignados com a postura do poder judiciário e de algumas pessoas ou instituições que lhe representam ou que estejam prestando serviços. Não esperamos justificativas vazias. O que esperamos é eficiência, imparcialidade e celeridade do Poder Judiciário. O que gera a violência é a impunidade. Precisamos sentir firmeza por parte dos promotores da lei”, declarou Lucinha.

Veja a nota completa

NOTA DE INDIGNAÇÃO
Em busca de justiça o Grupo “Somos Todos Beatriz” e “Beatriz Clama Por Justiça” realizou no dia 02 de agosto de 2018 um manifesto pacífico para cobrar do poder judiciário uma postura justa em relação ao pedido de prisão preventiva de Allinson Henrique de Carvalho Cunha realizado pela Polícia Civil de Pernambuco e ratificado pelo Ministério Público. Durante o manifesto fomos todos surpreendidos por um carro de som, com volume bastante alto prejudicando a nossa ação.

Eu, Lucinha Mota, fui até o motorista do carro pedir para o mesmo DIMINUIR O VOLUME. Ele respondeu que não podia porque estava sendo pago pelo Fórum de Petrolina para trabalhar naquele local. Na minha argumentação disse a ele que a nossa causa era relativa ao caso de Beatriz. Se fosse possível ele dar uma volta no quarteirão ou baixar um pouco mais volume e então ele frisou que estava sendo pago para fazer aquilo. Não podia sair de frente do Fórum. Finalmente, perguntei a ele se o dinheiro valia mais que a vida. E ELE RESPONDEU QUE SIM.

Tudo isso foi testemunhado por várias pessoas que estavam presentes no manifesto. Essas atitudes nos deixam muito tristes. Continuamos indignados com a postura do poder judiciário e de algumas pessoas ou instituições que lhe representam ou que estejam prestando serviços. Não esperamos justificativas vazias. O que esperamos é eficiência, imparcialidade e celeridade do Poder Judiciário. O que gera a violência é a impunidade. Precisamos sentir firmeza por parte dos promotores da lei.

A justiça é cega (por conveniência), mas a injustiça doe nos nossos olhos.

LUCINHA MOTA, 02 de Agosto de 2018.

Além da nota, Lucinha Mota também demonstrou sua indignação através de um vídeo. Veja:

Da Redação

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