Afogamento do estudante Diogo: PC em Juazeiro abre Inquérito por homicídio culposo

Segundo fontes da Polícia Civil de Juazeiro, ouvidas pelo PNB, foi aberto Inquérito Policial, inicialmente, por Homicídio Culposo para investigar o afogamento que aconteceu na manhã de ontem (7) nas águas do rio São Francisco, na orla 2 da cidade. O Delegado Fábio Ávila está à frente das investigações. Testemunhas e acusados já foram ouvidos e os fatos estão sendo apurados.

O estudante Diogo Lira Ferreira, de 16 anos, fazia um passeio de caiaque com amigos.

Segundo informações de testemunhas passadas para a equipe do Preto No Branco, que esteve no local, a vítima e os amigos alugaram caiaques e passado o fim do tempo do aluguel, funcionários da empresa locadora teriam tomado as embarcações e os coletes salva-vidas, no meio do rio, deixando os jovens à deriva. Diferente dos amigos, Diogo não conseguiu chegar até a margem do rio. De acordo com pessoas que viram a cena, ele chegou a pedir ajuda, não teria sido socorrido pelos funcionários da empresa, que estavam próximos.

“Foi aqui bem na frente da gente. Tinham dois caras de caiaque e eu pedi que salvassem o menino. Eu disse ‘ele tá morrendo’. Ele tava com a mão pra cima, pedindo ajuda. Ninguém fez nada. Ele morreu na frente da gente,” relatou.

Logo após o fato, o dono do estabelecimento acusado foi encaminhado para Delegacia de polícia. Procurado por nossa reportagem, o filho do dono da empresa, que continuou funcionado normalmente após o afogamento, disse que não estava no momento do fato e não sabia informar o que teria ocorrido.

A tragédia que tirou a vida do estudante, causou comoção entre os leitores do Preto No Branco, mas também gerou revolta e questionamentos sobre a acusação que recai sobre a empresa.

O leitor, que assinou como André Luiz Queiroz de Andrade, fez um relato e uma série de perguntas, que precisam ser respondidas:

” Quais os critérios que estas empresas utilizam para locar essas embarcações ? Por diversas vezes vi crianças dentro dessas embarcações sem o acompanhamento de um adulto no mesmo caiaque. Será que eles pensam que acidentes não acontecem ? E se acontecerem, como agora, quais as formas de salvamento que estas empresas utilizam ? Como o Poder Público fiscaliza essas empresas ? E agora, vai ficar tudo como estar ? Ou será que ainda teremos que assistir outros acidentes e com outras vítimas para alguma providência ser adotada?” questionou.

O PNB encaminhará os questionamentos para os responsáveis.

Da Redação

1 comentário

  • WAGNER Queiroz disse:

    Todas essas empresas de aluguel de caiaques e barracas de bebidas deveriam ser obrigadas pela Prefeitura de contratarem Salva Vidas particular , pois elas atraem as pessoas para o Rio e tem sim responsabilidades na segurança dos seus clientes .

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