200 profissionais desistem do Mais Médicos e vagas serão reabertas a partir de hoje (5)

O Ministério da Saúde vai disponibilizar, a partir desta quarta-feira (5),  200 as vagas de profissionais que desistiram de trabalhar no programa Mais Médicos. De acordo com o órgão, o principal motivo alegado pelos médicos é a incompatibilidade de horário com outras atividades. Outros informaram que entraram em residência médica, recebeu nova proposta de trabalho ou teve problemas pessoais.

Os médicos convocados que desistirem de participar do programa devem informar o município onde estão alocados, que irá notificar o Ministério da Saúde. O governo federal diz que tem entrado em contato com os profissionais por telefone: mais de 3 mil ligações foram feitas.

Balanço

Até às 18h desta terça-feira (4), 8.405 vagas estavam preenchidas, sendo que 3.276 já se apresentaram ou iniciaram as atividades. Ao todo, 34.653 interessados se inscreveram.

Vagas

As 8.517 vagas estão distribuídas em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas. Na Bahia estão sendo ofertadas 853 vagas, distribuídas entre 323 municípios baianos. A maioria das cidades baianas listadas pelo Ministério da Saúde foram classificadas como perfil de extrema pobreza e áreas vulneráveis. Entre elas: Casa Nova (Extrema Pobreza), 6 vagas; Curaçá (Extrema Pobreza), 5 vagas; Juazeiro (Capitais e RM), 1 vaga; Senhor do Bonfim (Áreas vulneráveis), 2 vagas; e Uauá (Extrema Pobreza), 7 vagas.

A Bahia é o segundo estado com maior número de vagas destinadas, ficando atrás apenas de São Paulo, com 1.406 vagas. Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Pará aparecem na sequência com, respectivamente, 630, 603 e 526 vagas.

Eles têm até 14 de dezembro para se apresentarem no município escolhido e entregar todos os documentos exigidos no edital. O salário é de R$ 11.800. As inscrições vão até o dia 7 de dezembro pelo site http://maismedicos.gov.br/. Podem se candidatar às vagas os médicos brasileiros com CRM brasileiro ou com diploma revalidado.

A jornada do programa prevê 40 horas semanais, em uma equipe de Saúde da Família.

Saída dos cubanos

O governo de Cuba anunciou em 14 de novembro que deixaria de participar do programa Mais Médicos, após o presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirmar que pretende modificar os termos de colaboração com o país caribenho. Mais de 8 mil médicos cubanos foram excluídos do programa.

Da Redação

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