Juazeiro: Comandante da Rondesp/Norte se manifesta sobre denúncia de violência policial contra segurança, na Ilha do Fogo

Após mais uma denúncia da Associação de Barraqueiros da Ilha do Fogo contra a ação violenta de Policiais Militares da Rondesp Norte de Juazeiro, o PNB entrou em contato com o Major Luiz Henrique Vieira, comandante da unidade de policiamento. A denúncia foi feita pelo vigilante Genivaldo Martins, juntamente com o presidente da associação, Charles Jean, nesta quinta-feira (8) no programa Palavra de Mulher.

Eles relataram que a abordagem dos PMs foi feita na noite da última terça-feira (6). “Os polícias da Rondesp chegaram à ilha por volta das 22 horas. Inicialmente, eles fizeram uma vistoria na área dos banhistas e em algumas barracas que estavam abertas, e acabaram achando droga. Após isso, os polícias me abordaram de forma violenta e queriam que eu desse informações sobre o material. Eu estava jantando e eles tiraram a minha roupa, me fizeram deitar no chão, pisaram na minha cabeça, apontaram fuzis em minha direção e fizeram várias perguntas sobre a droga, chegando a insinuar que era minha. Perguntaram sobre a minha atuação da ilha e como eu recebia meu pagamento, colocando minha profissão em dúvida”, relatou o profissional de segurança Genivaldo.

O vigilante foi contratado há pouco mais de um mês pela Associação dos Barraqueiros. Ele contou ainda que foi impedido pelos polícias de continuar trabalhando no local. “Depois do interrogatório e da tortura que fui submetido, os polícias mandaram que eu me vestisse e fosse embora de lá e não voltasse nem para buscar meus objetos. Eles ainda sugeriram que eu mudasse de profissão”, contou o vigilante na entrevista.

O presidente da Associação de Barraqueiros da Ilha do Fogo falou ainda sobre o medo em denunciar as agressões. “Não denunciamos nenhum dos casos na corregedoria da Polícia Militar por medo. No dia em que estivemos aqui denunciando o caso do outro vigilante, também agredido pela Rondesp, polícias foram até o portão da ilha e ficaram nos olhando, como uma forma de nos intimidar”, finalizou (leia a matéria na íntegra).

O PNB conversou com o Major Luiz Henrique Vieira, comandante da Rondesp Norte. Ele informou que até o momento, não recebeu nenhuma denúncia formal na ouvidoria da PM, e que toda denúncia feita, com fundamento mínimo, a corregedoria tem obrigação de apurar.

“Há na legislação a possibilidade de se instaurar sindicância, processo disciplinar sumário e processo administrativo disciplinar. Todos previstos em legislação específica e destinados a fins específicos. Há também a possibilidade de instauração de Inquérito Policial Militar para apurar crimes praticados por PMs. A Rondesp Norte está à disposição da população para dirimir quaisquer dúvidas ou adotar qualquer procedimento legal imposto por lei. Até o momento não houve nenhuma solicitação de resposta sobre nenhum tipo de apuração ocorrida no âmbito desta OPM”, finalizou.

Da Redação

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