Juazeiro, depredação de bem público. Petrolina, um belo Jardim Sensorial

 

Desde que começou a funcionar, menos de quatro meses, dava gosto passar pela Academia da Saúde, localizada na Orla II de Juazeiro, e ver as pessoas utilizando o equipamento público para a prática de atividades físicas. Grupos conduzidos por profissionais, pessoas comuns lutando contra o sedentarismo, ocupando o espaço novinho em folha, buscando qualidade de vida.

Não durou muito. A capacidade destrutiva (moral e material), bem própria de algumas almas sebosas de Juazeiro, depredaram o espaço de saúde neste final de semana. O local foi invadido por vândalos, que sujaram as paredes, o piso, quebraram janelas e, escatológicos que são, usaram aquele direito de um dia sim e outro não, e fizeram do assoalho, um vaso sanitário.

Revoltante! A pobre cidade, tão carente de estética nos seus espaços públicos, tão desqualificada pelo seu próprio povo, que vive embasbacado a olhar para a cidade ao lado, invejando sua beleza e organização, tem uma gente mal educada e demolidora. Destruir é sempre mais fácil. Criticar o não feito, é hobby.

Que belo atestado de sub-cidadania! Vergonhosa e absoluta falta de consciência coletiva, de respeito aos bens públicos e de algum zelo pela cidade.

Lembrei de duas “Praças da Ciência”, uma na Flaviano Guimarães, outra no Dom José Rodrigues, que, não faz muito tempo, foram destruídas por vândalos e ficou por isso mesmo. Ninguém viu, ninguém denunciou, ninguém foi punido.

Mesmo sedo, a depredação do patrimônio público, um crime, com sanções que vão de multa a detenção, conforme o Código Penal (Lei Nº 2.848/40), os vândalos saem incólumes, em Juazeiro.

Os casos não são investigados e os irresponsáveis, contando com a impunidade, ficam a espreita para a próxima ação destrutiva.

Não existem câmaras de segurança? E por quê não existem?

E os guardas municipais, que têm a função precípua de salvaguardar o patrimônio público, por onde andam? O que estão fazendo? Sei que alguns, os que sonharam ser polícia desde a infância, estão operando como se polícia fosse, mesmo não sendo preparados para isso. Vejo uma proliferação deles “ganhando poder de polícia”, e agora também de Agentes de Trânsito, como quis o executivo e o legislativo aprovou.

Enquanto isso, o campo fica aberto para os vândalos destruírem os equipamentos públicos, vulneráveis a ação dos criminosos. Desprotegidos, os bens comuns, vão se acabando. E fica por isso mesmo.

Enquanto isso, Juazeiro vai perdendo, ficando feia, ficando acanhada …

Enquanto isso, um jardim encantador e sensorial, destinado a inclusão de pessoas com deficiência, é inaugurado em Petrolina, para a alimentar a inveja das mesmas almas sebosas que destroem Juazeiro.

E viva Petrolina! Eu vou lá viver a experiência de passear descalça, de olhos vendados e explorar os meus sentidos de gente.

Da Redação por Sibelle Fonseca

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