“Se não houver um novo desbloqueio, em novembro, voltaremos a ter problemas”, afirma reitoria da Univasf

 

A Universidade Federal do Vale do São Francisco, foi uma das instituições de ensino superior a receber parte dos recursos desbloqueados pelo Ministério da Educação, nessa segunda-feira (30). No total, foram liberados R$ 5,537 milhões para a Univasf.

Em entrevista ao site G1, o vice-reitor da instituição, Télio Leite, declarou que o valor recebido corresponde a, aproximadamente, metade dos recursos bloqueados em maio deste ano. Ele afirmou ainda, que o desbloqueio não será suficiente para manter a instituição até o final deste ano.

“Com isso, vamos conseguir regularizar contatos que estavam há mais de dois meses em atraso, de água, energia e terceirização. Acreditamos que isso seja o suficiente para manter tudo funcionando até o final de outubro. Se não houver um novo desbloqueio, em novembro, voltaremos a ter problemas”, afirma o vice-reitor.

No total, o MEC liberou R$ 1,156 bilhão das verbas, mas R$ 3,8 bilhões seguem bloqueados. De acordo com o governo, desse valor, 58% foram destinadas para universidades e institutos federais e os demais recursos  serão destinados à educação básica, concessão de bolsas de pós-graduação e realização de exames educacionais.

O contingenciamento das verbas tem gerado diversas manifestações contrárias pelo país. Amanhã (2) e quinta-feira (03), mais um movimento contra o desmonte da educação e as medidas do governo Bolsonaro, está previsto para ser realizado em todo território nacional.

As manifestações integram uma agenda nacional de greves convocada por entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG). En Juazeiro, no norte da Bahia, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB) também está apoiando o movimento.

Nesta terça-feira (1º), Gilmar Nery, diretor do sindicato, participou do programa de webrádio Palavra de Mulher e convocou trabalhadores em educação das redes estadual, municipal e do interior para o ato.

“O Brasil vive um momento de terror, de ataques à todas as instituições, não só de Educação. É uma situação crítica, mas as mudanças só vêm através do povo. E nós precisamos reagir. Esse desgoverno só pode ser combatido com a reação daqueles que têm o poder de estar na sala de aula, fazendo seu ofício diariamente. Ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica”, considerou Nery.

(Veja aqui)

Da Redação

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