‘Só temos o direito de sermos discriminadas?’ questiona presidenta do Sindomestico sobre fala de Guedes

 

A declaração feita pelo ministro da Economia Paulo Guedes na quarta-feira (12) de que o dólar mais baixo permitiria que as empregadas doméstica continuassem viajando à Disney, nos Estados Unidos, causou desconforto na categoria que, na Bahia, é representada por 500 mil trabalhadores. A presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos do Estado da Bahia (Sindomestico), Creuza Oliveira, classificou a declaração como uma “fala discriminatória”.

“Não temos direito de ir à Disney? Só temos o direito de sermos discriminadas e ouvirmos palavras de negatividade dos nossos patrões? A maioria das empregadas domésticas que viajam para os Estados Unidos estão acompanhadas de seus patrões, vão para cuidar dos filhos deles. Mesmo que ganhássemos o suficiente poderíamos gastar o nosso dinheiro com o que a gente quisesse. Somos pessoas livres. Certamente, ele (Paulo Guedes) tem alguém que cuida da casa”, comentou Creuza.

A Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad) vai emitir uma nota repudiando a fala de Guedes. Na quarta, o dólar fechou em alta com o quarto recorde seguido, a R$4,50. “Todo mundo indo para a Disneylândia. Empregada doméstica indo pra Disneylândia, uma festa danada”, disse o ministro durante a cerimônia de encerramento do Seminário de Abertura do Ano Legislativo, em Brasília.

Repercussão

No twitter, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva criticou a frase “É triste, e muita gente acha que exagero quando digo isso. Mas essa gente não suporta nem a ascensão social dos mais pobres, nem o desenvolvimento soberano do Brasil”, escreveu.

 Divulgação/Fenetrad

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