“Sou o promotor da absurda e mentirosa notícia”, revela promotor acusado de agressão na Pró Matre de Juazeiro(BA)

O Portal Preto No Branco teve acesso a um relato feito, numa rede social, pelo Promotor Rafael Rocha, acusado de ter agredido e apontado uma arma para a enfermeira Cristine Coelho, durante o seu horário de trabalho, na Pró Matre, em Juazeiro(BA), na tarde de quinta-feira (5).
A profissional de saúde teria negado um prontuário médico de um paciente internado, solicitado pelo promotor, que diante da negativa da funcionária, reagiu apontando uma arma e com ameaça de prisão, como contou Cristine.
O MP da Bahia divulgou nota esclarecendo o fato e dizendo que ” Sem qualquer ação desrespeitosa ou ofensiva, o promotor de Justiça afirma que agiu para salvaguardar vidas e que, em nenhum momento, apontou arma para qualquer cidadão”.
No grupo do Whats app , o acusado, representante do MP, guardião da lei, justificou para os seus colegas de profissão ” Fiz o meu trabalho ao ver uma das milhares de famílias sofrendo e sendo humilhadas nos hospitais deste país.”
Segue relato:
“Colegas, boa tarde. Sou o promotor da absurda e mentirosa notícia.
Soltaremos uma nota relatando a verdade dos fatos, que serão ratificados pelos servidores do mp que me acompanhavam, e os familiares do paciente que procuraram o mp.
Estava de plantão ontem na regional de juazeiro, como ainda o estou hoje, e uma família (duas irmãs do paciente, sua sobrinha e esposa grávida) nos procurou na promotoria informando que o seu familiar estava internado na uti do hospital promatre de juazeiro e que o médico de plantou teria informando que o paciente morreria se ficasse no hospital em razão das péssimas condições. Solicitamos à família que voltasse ao hospital para obter o boletim médico e o trouxessem para subsidiar eventual acp. Voltaram informando que não conseguiram tal documento. Como a promotoria é bem próxima ao hospital me dirigir até lá com a equipe do mp e os familiares do intentado para conseguir o documento.
Chegamos, nos identifiquei na portaria com urbanidade e respeito, e pedi para falar com o responsável, sendo que fomos autorizados a entrar e levados pelo segurança até a sala de uma profissional de enfermagem que se identificou como responsável. Conversamos de forma educada e urbana, expliquei a situação e solicitei informações, no entanto ela se negou a fornecer o boletim médico argumentando que era sigiloso. Expliquei que a família estava lá em baixo e eu como promotor representava a família.
Se negou. Explique que ela poderia ser presa e ela me desacatou e debochou. Os servidores são testemunha. Solicitei a presença da polícia. E disse que ela seria presa.
Então o diretor ligou pra ela e pediu pra falar comigo, pediu para colocar no viva voz e disse a ela que providenciasse o documento e sua assinatura e me entregasse.
Diante disse chamei os servidores e os policiais e retornarmos para a recepção aguardando o documento.
Minutos depois o diretor chegou, me desacatou, disse que não temia processo, que possui advogados e que já foi absolvido num júri por 7 a zero. Expliquei pra ele que não se tratava de processos, mas de vidas e que ele como médico deveria ter aprendido na escola de medicina. Depois de me desacatar novamente me entregou o documento. Peguei o documento e expliquei a situação para os familiares que estavam ali na recepção. E após retornamos para a promotoria.
Nunca xinguei ou agredi ninguém, bem tampouco apontei arma para quem quer que seja.
Fiz o meu trabalho ao ver uma das milhares de famílias sofrendo e sendo humilhadas nos hospitais deste país.
Os servidores irão testemunhar e confirmar a integralidade do meu relato.
E depois dos esclarecimentos, adotarei medidas judiciais contra os responsáveis por calúnia e difamação.
Foi isso, colegas”.

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