Denúncia sobre a queima da cana pela Agrovale, em Juazeiro (BA), repercute e leitores se manifestam

A reportagem do Portal Preto No Branco, sobre a queima de cana realizada pela empresa Agrovale em Juazeiro-BA, publicada ontem (15) teve grande repercussão nas redes sociais e abriu espaço para outros leitores se manifestarem sobre o assunto.

O estudante de jornalismo Juliano Ferreira destacou que apesar de importante, o tema não era abordado pela imprensa da região: “Ninguém da imprensa fala nada, ou quase nada. Quem se esqueceu da tragédia ambiental da década de 1980 que a empresa produziu no rio?”, questionou.

Outro leitor declarou que, na condição de cidadão afetado pelo problema, já cobrou esclarecimentos, mas até hoje não teve sucesso. “Até que enfim as pessoas perceberam isso. Há anos que faço contato com a Agrovale e eles sempre se esquivam dizendo que é impossível a fumaça chegar até o centro da cidade”, escreveu.

Os leitores também relataram os problemas que enfrentam por conta da queima de cana. “Já morei anos em bairros diferentes, tanto em Juazeiro quanto em Petrolina e sempre me deparo com a sujeirada que essa empresa promove no meu quintal todo ano. Além dos problemas respiratórios e afins”, desabafou uma leitora.

“Se vocês derem uma volta pelos consultórios pediátricos e hospitais irão perceber o resultado deste crime ambiental. Pois há um grande número de crianças com doenças respiratórias provenientes da fuligem da queima da cana!”, destacou outro leitor.

Outra leitora escreveu sobre os prejuízos que a ação provoca ao meio ambiente. “Uma agressão à população que inala esse ar, completamente poluído por essa fuligem de cana. É preciso convocar os especialistas em ar, pulmão, meio ambiente e empresas de agronegócios!”.

O silêncio da empresa, que se cala sobre o problema gerado para a comunidade, também causa indignação aos cidadãos e cidadãs. Eles se sentem incomodados com a situação que se arrasta há décadas. “Ao que parece esta empresa está acima da lei. É intocável, blindada. Os órgãos fiscalizadores fazem vistas grossas e a comunidade é que sofre as consequências”, desabafou uma leitora de Juazeiro.

O PNB entrou em contato quatro vezes com a agência de comunicação que atende a Agrovale, mas até o presente momento a empresa não se manifestou sobre o assunto.

O Inema – Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, também contactado pela nossa produção, não deu retorno.

O órgão ambiental do município de Juazeiro, a Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano, nos enviou nota esclarecendo que a Agrovale é licenciada pelo Inema, órgão que acompanha o cumprimento das condicionantes ambientais. A Secretaria também garantiu que o município está encaminhando oficio solicitando que a empresa poluidora realize ações mitigadoras para erradicar ou minimizar os impactos.

Veja nota:

A Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano informa que a empresa Agrovalle é licenciada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), com isso, o acompanhamento do cumprimento das condicionantes ambientais fica a cargo do órgão estadual, mas, o município está encaminhando oficio solicitando que a empresa poluidora realize ações mitigadoras para erradicar ou minimizar os impactos e encaminhará também ao INEMA para acompanhar todo o processo e solucionar essa problemática. A SEMAURB também informa que a população pode realizar as denúncias diretamente nos órgãos responsáveis.

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