Eu reivindico primaveras pra Juazeiro! por Sibelle Fonseca

 

A primavera chegou para nos lembrar que existem flores, cores, jardins e que a natureza só precisa ser provocada para fazer florir, mesmo em meio ao concreto.

Por que algumas cidades investem, minimamente, em paisagismo e outras não? Por que algumas cidades cuidam de suas praças, enverdecendo-as, colorindo-as e outras as deixam ao “deus dará”? É só pra se pensar!

Como deve ser prazeroso viver numa cidade onde a primavera pode ser contemplada! Se vê-la em imagens é um presente para os olhos, o que dirá caminhar diariamente por um lugar cercado por suas nuances?

Por isso também se mede o nível de desenvolvimento de um lugar e de sua gente. É só para se pensar!

 

 

Na minha cidade plantaram algarobas quando era moda. Depois plantaram ficus quando foi moda. O neem também tomou conta das ruas, como em outras cidades brasileiras, quando foi moda.  Isso foi quando a indústria mandou. Uma lei do capital que está por trás de tudo, até das árvores.

Eu fico me perguntado: por que não plantaram as nativas? Por que não plantaram mussambês, canafístulas, castanholas, goiabeiras, tamarineiros, aroeiras, umbuzeiros, pés de pau brasil  e juazeiros?

Juazeiro não tem juazeiros. Salvo um ou outro que resiste por aí, teimando em marcar seu território e mostrando que está sempre na moda e tem força, tem resistência.

 

 

Este texto foi só para reivindicar primaveras para minha cidade. Na cidade da professora Antonila da França Cardoso, uma juazeirense apaixonada por sua terra que nem eu, uma historiadora nata como eu jamais serei e uma amante da poesia, como eu busco ser.

A professora Antonila, que me ligou serena para dizer que voltou a morar em Juazeiro, depois de anos fora e que encontrou sua cidade mais verde que outrora, mas que sente falta de flores, de cores, de jardins e me pediu para sugerir, por ela, os ipês, ipês variados, coloridos.

Findou a ligação dizendo que “achava que estava pedindo muito”.

E eu só estou pedindo juazeiros, mais juazeiros em Juazeiro.

E sim, os ipês, que dariam cor, vida e mais poesia a cidade. Os ipês da professora Antonila.

Tem um deles na praça em frente ao Edson Ribeiro. Lindo e solitário. Exemplar único da primavera por estas bandas que andam bem ressequidas.

Da Redação por Sibelle Fonseca

Fotos: Juliano Ferreira

Um comentário

  1. Pois é. ..só se preocupam em asfalto, concretos, nem área de sombreamento temos. Vide recente projeto de revitalização do cais, só falam de pistas, quadras, equipamentos…e a recuperação das árvores nativas???

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