Como está o mapa da violência em Juazeiro?

 

Neste mês de outubro, até o momento, cinco mortes violentas já foram registradas em Juazeiro-BA. A população da cidade, que acompanha na imprensa a divulgação dos homicídios, fica apreensiva a cada caso que acontece, gerando uma sensação de insegurança.

O Portal Preto No Branco, na tentativa de traçar um mapa da violência na cidade e também verificar os casos já elucidados pela Polícia Civil, entrou em contato com a Coordenadora Regional da Polícia Civil (17ª COOORPIN), delegada Lígia Nunes, solicitando o número de homicídios registrados este ano e os casos já solucionados até o momento. Em resposta, fomos informados que a DPC não está autorizada a fazer essa divulgação.

A delegada informou apenas, que houve uma redução nos casos nesse segundo semestre, mas não disponibilizou dados. De acordo com dados oficiosos, apurados pelo PNB, cerca de 98 homicídios já foram registrados neste ano em Juazeiro-BA. O mês de maio foi mais violento na cidade, com 16 assassinatos.

Faltando ainda mais de dois meses para o final do ano, o número de homicídios de 2017, em Juazeiro, já se aproxima do registro total de 2016, que teve cerca de 100 mortes violentas e intencionais.

De acordo com dados oficiais, divulgados em 2016, pelo então delegado responsável pela Delegacia de Homicídios de Juazeiro, Barcos Aíra, durante todo o ano de 2015, 128 homicídios foram registrados na cidade. Na época Barcos ainda declarou que em Juazeiro, os índices de casos resolvidos não chegam a 50%.

Em junho deste ano, o Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc) declarou que a cada 100 homicídios que ocorrem na Bahia, apenas 8 são elucidados, o que corresponde à resolução de apenas 8% dos assassinatos. “As delegacias Territoriais se transformaram em delegacias de caráter cartoriais e burocráticas, basicamente, para registros de ocorrências, com interrupção das investigações criminais e a consequente queda da elucidação dos delitos. Essa deficiência na elucidação dos homicídios aumenta a sensação de impunidade na sociedade e gera mais violência”, afirma o investigador Eustácio Lopes, vice-presidente sindical.

Ainda de acordo com o Sindpoc, dos 417 municípios baianos, cerca de 180 estão sem policiais civis ou possuem efetivo insuficiente para dar conta da demanda. O total de servidores da Civil é menor que 7,5 mil, quando, conforme o sindicato deveria ser 12 mil.

A delegada Lígia também não nos informou o número de policiais civis que atuam na 17ª Coorpin, responsável por oito municípios do norte da Bahia: Juazeiro, Campo Alegre de Lourdes, Casa Nova, Curaçá, Pilão Arcado, Remanso, Sento Sé e Sobradinho.

 Da Redação Por Yonara Santos

Imagem Ilustrativa

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