‘Tropa’ de aliados de Bolsonaro é enrolada com a Justiça

A reportagem do jornal O Globo mostra que o pré-candidato à Presidência e deputado federal Jair Bolsonaro (RJ) tem em sua tropa colegas enrolados com a Justiça.

Filiado ao PSL na última quarta-feira (7), o capitão da reserva do Exército possui em seu círculo de apoiadores diversos casos de políticos que são ou foram alvos de processos.

Parte das ações acabou prescrevendoem razão da demora na tramitação nos tribunais. O próprio Bolsonaro fez menção indireta a isso durante seu discurso no ato de filiação.

De acordo com a publicação, vários de seus aliados “deram suas caneladas, como o Julian Lemos aqui, e são pessoas que somam o nosso exército”.uma petição no Supremo Tribunal Federal, onde a Procuradoria-Geral da República pede a apuração de uma denúncia sobre uma suposta funcionária fantasma no gabinete dele.

Segundo a denúncia, Aline Fernanda Pereira Kfouri — que ocupou o cargo entre 2015 e 2017 — doaria parte de seu salário como caixa 2 para o Solidariedade do Paraná, presidido pelo deputado. Francischini nega as acusações.

APOIOS CONTROVERSOS

Conforme O Globo, não são apenas membros do PSL que foram alvos de acusações. Parlamentares que não migraram para o partido mas fazem parte da tropa de choque de Bolsonaro também enfrentam denúncias. Um deles é Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), que chegou a negociar sua filiação ao novo partido de Bolsonaro. Ex-secretário de Saúde Pública de Campo Grande, ele é alvo de inquérito no STF por fraude em licitação, tráfico de influência e falsidade documental por conta de uma contratação para a pasta.

Já o Delegado Éder Mauro (PSD-PA) foi réu no STF em processos por tortura e ameaça. Foi absolvido no primeiro, enquanto o segundo prescreveu. Os dois foram procurados, mas não responderam aos questionamentos.

Os partidos que abrigaram Bolsonaro também acumulam problemas. O PP, onde esteve em boa parte de seus 27 anos de Congresso, é um dos que tiveram mais políticos atingidos pela Lava-Jato. O PSC, sua última sigla, também teve denúncias de caixa 2.

Em seu discurso como presidenciável, Bolsonaro costuma pregar que basta ter “não só o presidente, mas muitos parlamentares que sejam honestos”

A reportagem tentou contato com o deputado, mas não obteve retorno.

BN

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