Marcha de movimentos sociais dá início a Fórum Mundial em Salvador

O espaço entre o Campo Grande e a Praça Castro Alves ficou pequeno quando milhares de pessoas de diferentes cidades e movimentos sociais se reuniram na tarde desta terça-feira (13) para lutarem contra o racismo, a lgbtfobia, o machismo e outros tantos problemas sociais. E foi justamente essa união de propósitos em uma passeata que deu início à 13ª edição do Fórum Social Mundial, primeira vez realizada no Nordeste.

Entre as lutas presentes no encontro, houve espaço para quem lembrasse também da natureza. Foi o caso da estudante de Turismo e Hotelaria Luiza Augusta, 21 anos, que foi marchar para divulgar a luta pela preservação do Parque São Bartolomeu, no Subúrbio Ferroviário, parte da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio do Cobre. “Nós precisamos preservar essa área porque ela é parte importante das nossas vidas”, comentou a jovem.

O estudante de Ciências Sociais Mateus Araújo, 19, saiu de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, para participar da marcha. Ele luta a favor da preservação do quilombo Quingoma, no bairro de Itinga, além de participar de pautas do movimento negro da cidade.

“Essa marcha é uma questão de representatividade. Estamos aqui para trazer a periferia como algo que está em jogo. Estamos contra a guerra às drogas e a guerra interna da periferia”, comentou Mateus.

Para o jornalista Luís Felipe, 29, assuntos relavantes socialmente ainda têm sido deixados de lado. “Esse evento é importante para trazer pautas que são normalmente esquecidas, pautas sociais. Apesar de serem extremamente relevantes, muitas vezes por conflitos de interesse político são deixadas de lado”, acredita o comunicólogo.

A ouvidora geral Defensoria Pública do Estado (DPE), Vilma Reis, também participou da caminhada e enalteceu a importância do fórum para, entre outras coisas, transmitir uma mensagem de paz, necessária no atual momento da sociedade.

“A gente está super feliz porque tem gente do mundo todo nas ruas de Salvador. Todas as lutas se reunirão nesses dias. Qualquer cidade que recebe algo assim fica iluminada”, comentou a ouvidora.

Os manifestantes chegaram juntos à Praça Castro Alves por volta das 18h20, onde a marcha teve fim.

Programação
O Fórum Social Mundial teve início nesta terça e segue até o sábado (17). Na quarta-feira (14) o evento começa às 9h, com atividades durante o dia todo pela capital baiana, organizada por diferentes grupos inscritos no encontro.

Confira abaixo a programação do evento

14 de Março
9h: Atividades de Convergências
14h30: Atividades Autogestionadas
17h: Atividades Autogestionadas
19h30: Atividades Político-culturais

15 de Março
9h: Atividades de Convergências
14h30: Atividades Autogestionadas
17h: Ato em Defesa da Democracia
19h30: Atividades Político-culturais

16 de Março
9h: Assembleia Mundial das Mulheres
12h: Reunião das Relatorias
12h: Atividades Autogestionadas
14h30: Atividades Autogestionadas
15h: Assembleia Mundial dos Povos, Movimentos e Territórios em Resistências
17h: Atividades Autogestionadas
20h: Ato Político-cultural Rumo ao FAMA

17 de Março
8h30: Ágora dos Futuros (Agenda de Ações Pós-Fóruns)
9h: Atividades Autogestionadas
11h: Atividades Autogestionadas
12h: Cortejo Cultural
14h30: Atividades Autogestionadas
17h: Atividades Autogestionadas
14h às 18h: Reunião do Conselho Internacional do FSM

18 de Março
9h às 18h: Reunião do Conselho Internacional do FSM
18h: Coletiva de Imprensa do Coletivo Brasileiro do FSM 2018 e Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

Pedro Vilas Boas/ Correio da Bahia

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