Marco Feliciano afirma que Caetano Veloso quer lhe causar embaraço político em ano eleitoral

O deputado federal e pastor Marco Feliciano (PSC-RJ) alega que o cantor Caetano Veloso tenta inviabilizá-lo politicamente ao processá-lo por crimes contra a honra, de acordo com a coluna Expresso, da revista Época.

De acordo com o parlamentar, o artista promove “enfrentamento político maquiavélico e eleitoreiro com o único vil objetivo de inviabilizar e/ou de criar embaraços aos anseios públicos do querelando nesse ano eleitoral”. A afirmação, segundo a revista, é parte da resposta que Feliciano apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se defender da queixa-crime movida pelo cantor e compositor. O relator do caso é o ministro Roberto Barroso.

Caetano pede a condenação do deputado por injúria e difamação. Nas redes sociais, narra a acusação, Feliciano questionou por que o Ministério Público não pede a prisão do cantor alegando que “estupro é crime imprescritível” e que é possível “encontrar ele dizendo que tirou a virgindade de uma menina de 13 anos” na festa de 40 anos dele.

Segundo Feliciano, o artista promove “enfrentamento político maquiavélico e eleitoreiro com o único vil objetivo de inviabilizar e/ou de criar embaraços aos anseios públicos do querelando nesse ano eleitoral”. A afirmação é parte da resposta que Feliciano apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) para se defender da queixa-crime movida pelo cantor e compositor. O relator do caso é o ministro Roberto Barroso.

A defesa afirma que “em momento nenhum [o deputado] visou atingir o foro íntimo, a reputação, a dignidade, o decoro e nem tão pouco a obra artística e intelectual do Caetano Veloso”.  O deputado reivindica a imunidade que a Constituição Federal confere aos parlamentares por suas manifestações no exercício do mandato.

Um dos advogados de Caetano, o criminalista Ticiano Figueiredo rebateu a argumentação do deputado do PSC. “Quem está buscando se inviabilizar juridicamente é o próprio deputado ao ficar, reiteradas vezes, proferindo injúrias e difamações contra o Caetano, ao invés de exercer sua atividade parlamentar para qual foi eleito”, disse à coluna.

BN

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