“O Amor Próprio diante a pressão social do Dia dos Namorados”, por Marco Loureiro


“Amar a si mesmo é o começo de um romance para toda a vida.”
(Oscar Wilde)

Festa no mercado, Dia dos Namorados vem aí. Nessa época em qualquer lugar que se vá existe alguma lembrança do quanto é bom estar com alguém, como amar e ser amado é fundamental para ser feliz. Corações com flechas e clichês para todo lado.

Não sou contra essas manifestações, há quem se alegre com elas. O que me faz pensar são as consequências da imposição desse padrão de felicidade: a suposta necessidade de estar com outra pessoa para se considerar feliz.

Como deve estar a cabeça de quem não está namorando, por opção ou falta dela? Tempos gelados para os solteiros.

Isso porque começou a temporada da celebração de que é preciso estar com alguém para a alegria transbordar. Nada mais longe da verdade. Para ser feliz uma pessoa precisa estar de bem com sua própria vida, com seus caminhos e suas escolhas.

Certamente estar com alguém não é sinônimo de felicidade. Você conhece alguém que namora e é infeliz? O fato é que existem pessoas tristes e felizes tanto entre os solteiros, quanto entre os acompanhados.

Além disso, depositar a responsabilidade da sua felicidade em alguém é algo pesado e injusto. A própria pessoa é a responsável pelo que sente. Não é possível terceirizar os sentimentos.

Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você, dizia Sartre. Não controlamos o mundo, mas temos a chance de buscarmos controlar a nós mesmos. Temos todos os recursos necessários para pegarmos as rédeas de nossas emoções, olharmos para dentro e escolhermos o que queremos para nossas vidas.

É importante não cairmos na armadilha de tentarmos encontrar no mundo a fórmula da felicidade. Como somos diferentes, o que alegra alguém, naturalmente pode não alegrar outra pessoa.

Somos livres. Se para ela estar com alguém significa ser feliz, tudo certo. E se para outra a felicidade quer dizer curtir a existência sem esse compromisso, está tudo bem também. O que importa é não deixarmos de lado quem realmente somos e o que de verdade nos faz bem.

Que tal aproveitar esse Dia dos Namorados e cuidar bem de si?

Conquiste-se. Apaixone-se pelas suas virtudes e o que faz de você uma pessoa única. Cuide de seu jardim interior, cultive bons sentimentos e perceba a sensação de que você já tem a pessoa mais importante do mundo: você.

Marco Loureiro é educador, palestrante de autoconhecimento e integração de pessoas, desenvolvedor humano, escritor, terapeuta corporal ayurvédico, matemático e violonista clássico. E-mail: marco@institutoloureiro.com.br. Visite:www.institutoloureiro.com.br e www.professorloureiro.com

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