Juazeiro, agroindústria e agrotóxicos: Onde iremos parar? Por Ênio Costa

No dia a dia não temos muito a comemorar sobre o meio ambiente, e no dia do meio ambiente parece que menos ainda, tornou-se uma data como outra qualquer, sem nenhuma deferência das organizações de defesa do meio ambiente sobre a situação caótica que estamos vivenciando com a destruição da natureza.

Aqui na região temos um “prefeito” que é o Senhor dos Agrotóxicos, suas empresas são campeãs de vendas, como pensar ou imaginar que esse agente público vai preocupar-se com o meio ambiente, se a sua principal atividade empresarial é vender veneno.

Uma empresa que até recentemente realizava pulverização aérea na sua plantação. Que num tempo não muito distante, metade da sua plantação (cerca de 40.000 hectares) era irrigada com o sistema de encharcamento do solo. Que utiliza no século XXI a queima da cana como pratica de colheita. Que destrói o principal Bioma brasileiro com a monocultura. Que não respeita os pequenos agricultores que resistem a tentação de
venderem as suas propriedades.

O Rio São Francisco agonizando, muitas cidades ainda não construíram o Plano de Saneamento Básico, e muitas construíram letras mortas. Juazeiro não trata como deveria os dejetos, são vários pontos criminosos de lançamentos de dejetos in natura no leito do rio.

A natureza é um todo interligado, tudo que acontece no Amazonas, por exemplo, sentimos os reflexos aqui também. A exploração descontrolada de águas subterrâneas nas bacias hidrográficas, por meio da abertura de poços tubulares (poços artesianos).

Uma política sorrateira e criminosa muito comum em nossa região. Não tem o que se discutir, não se pode conceber a essa altura da civilização pessoas morrendo ou padecendo por falta de água, mas nada pode ser feito in-dis-cri-mi-na-da-men-te, porque os reflexos serão sentidos por todos.

No distrito de Juremal, agricultores extasiados com os poços artesianos resolveram ganhar muito dinheiro com agricultura, plantaram diversos hectares. Resultado água dos poços secaram e a terra está infértil por conta do sal.

O avanço indiscriminado dos loteamentos residências nas margens do velho Chico como sinônimo de desenvolvimento. Instituições e agentes públicos que sucumbem a tentação de concederem alvarás e licenciamentos ambientais em troca de lotes e ou de dinheiro.

Recentemente a prefeitura de Juazeiro destruiu parte da mata na margem urbana do velho Chico para construir uma pista de cooper. Interessante que não se ouviu uma voz dissonante dessa barbárie.

Tem que haver o desenvolvimento em todos os níveis, isso é imponderável. Não sou o contra o desenvolvimento ou contra as empresas, tão pouco contra o uso de agrotóxicos. Mas tudo tem que haver equilíbrio, é necessário o bom senso.

Às vezes fico imaginando que esses senhores dos venenos e os defensores do desenvolvimento insustentável, devem ter como plano diante da iminente destruição do planeta terra, entrarem num capsula que os levarão a um outro planeta.

Ênio Costa, cidadão juazeirense, ambientalista

 

5 Comentários

  • J Carlos disse:

    Enquanto isso vários Nairros de Juazeirobainda sovremnpor falta decsaneamento básico tipono bairro Dom Domaz ll e o Bairro Sol Levante ainda nao foram seneados

  • Stefan Mantu disse:

    Somente a organização e a luta do povo pode barrar a sanha predadora dos capitalistas em conluio com aqueles que foram eleitos pelo povo para zelar pelas condições de vida dignas para toda a população.

  • Rosa disse:

    Lamentável a situação do Velho Chico e mais lamentável ainda a postura da população beneficiada por ele…. Mesmo que os juazeirenses desenvolva, a partir de hoje, uma consciência prática em favor do rio São Francisco, não sei se ainda poderiam salvá-lo.

  • Raquel disse:

    Tem que Haver uma consciência pela preservação do nosso meio ambiente concordo plenamente mais só haverá mudança se cada um fizer sua colaboração .

  • Raquel Silva disse:

    Concordo plenamente mais só haverá mudança quando cada um colaborar com a preservação do meio ambiente acho que deveríamos nos preuculpar mais com nossa geração.

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