“A maldição do Forró da Espora”, desabafa professora sobre evento junino, em Petrolina

A Professora Elisabet Moreira, moradora de Petrolina, postou no seu perfil do facebook, uma reclamação sobre os transtornos causados pelo volume do som provocado pelo “Forró da Espora”, realizado no Estádio da Associação Rural, que fica numa área residencial.

“Não se consegue dormir, o som a todo volume, a noite inteira”, desabafou a professora, que mora no bairro há décadas.

Na publicação intitulada “A maldição do Forró da Espora”, Elisabet Moreira diz que ano passado enviou um ofício/abaixo-assinado para a Secretaria de Cultura do município e, já temendo o evento deste ano, que acontecerá no espaço, chama atenção do Ministério Público.

Estamos encaminhando a reclamação da professora para os órgãos competentes

Veja texto na íntegra 

A maldição do Forró da Espora

Há décadas morando ao lado do estádio de futebol de Petrolina, o evento público chamado forró da espora, finalizando as comemorações do São João na cidade, tornou-se uma tortura para os moradores das imediações, um bairro majoritariamente residencial. O que inclui também a Casa Geriátrica, com idosos carentes de repouso.

Não se consegue dormir, o som a todo volume, a noite inteira. Ano passado encaminhei um ofício/abaixo-assinado para a Secretaria de Cultura do município e, perplexa, vi agora a limpeza das calçadas ao redor do estádio. A confirmação de que o forró da espora será ali mesmo veio certeira.

Tenho cópias do abaixo-assinado. Reitero aqui os itens principais expostos no documento.

1. Existe um local retirado do centro, o pátio de eventos, próprio para festejos desta natureza e que, por razões desconhecidas ou interesses comerciais, não é considerado. Queremos deixar bem claro que não somos contra o evento, uma “tradição” dos festejos juninos na cidade, mas contra o local.

2. Nós, moradores, estamos também à espera das praças neste entorno ao longo de décadas, sem qualquer atenção. Espaços públicos, cercados por cordas, que são utilizados como estacionamentos de ocasião, cobrando-se o “serviço”.

3. Existe a Lei do Silêncio depois das 22 horas, o que não é absolutamente respeitada. Por onde anda a fiscalização ou o Ministério Público para checar tais infrações e abusos?

Enfim, não pudemos contar com a compreensão dos planejadores do evento como esperávamos. Nem com nossos representantes na Câmara Municipal. Os argumentos para que o forró da espora seja no estádio sempre foram absolutamente inconsistentes, atendendo a interesses subjetivos. Não seria muito melhor que este forró fosse no Capim, onde já acontece a jecana, ou outro local mais adequado?

Aliás, seria interessante perceber quem são os vaqueiros de hoje? A maioria, basta observar, são vaqueiros de vaquejadas e não representantes do ofício.

Fica aqui registrado mais uma vez nosso protesto. Ouvidos moucos ou indiferentes fazem parte desta história de reivindicações dos munícipes. Pagamos caro o IPTU e esperamos um governo que ouça os cidadãos e que respeite leis públicas.

Petrolina, 14 de junho de 2018.
Elisabet Gonçalves Moreira

Da Redação

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