“Aécio seria o presidente”, por Roberto Malvezzi (Gogó)

Não tivesse aplicado um golpe no povo brasileiro, hoje Aécio seria o presidente. O governo Dilma estava complicado, por circunstâncias e por erros. Então, bastaria um pouco de inteligência política a Aécio e ao PSDB, aguardando democraticamente o momento certo, hoje ele seria presidente eleito pelo voto popular.

O resultado do golpe é um povo destroçado, um Lula preso e maior que todos seus adversários juntos e golpistas reduzidos a pó. Pior para o golpe e golpistas: da cadeia Lula vai eleger seu candidato.

Não sei se a direita brasileira vai aprender um dia a respeitar a vontade popular. Falo da direita, não da extrema direita, com o Coiso. Penso na família Marinho (Globo), Frias (Folha de São Paulo), Civita (Abril), Mesquitas (Estado de São Paulo), a burguesia do Judiciário, do empresariado nacional, dos militares e até da classe média alta brasileira. Será que a lição que golpes não compensam, nem mesmo para a direita, será devidamente aprendida?

Aos que comungam a luta da civilidade contra a loucura total, vamos descartar o discurso fácil do voto branco, do voto nulo. Eles favorecem exatamente os que vão ganhar. O voto é sempre um instrumento limitado, mas nunca inútil. A escolha de bons candidatos para todos os níveis (Deputado estadual, federal, senador, governador e presidente da república) pode ajudar na defesa das políticas públicas e de um país mais pacificado, ao menos mais democrático.

Aproveitemos o momento favorável para recuperar ao menos parte da convivência social que foi reduzida a cinzas pelo golpe contra o povo brasileiro, consumado em agosto de 2016.

Não temos tempo para vinganças, mas é a hora da justiça.

Roberto Malvezzi (Gogó)

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