HDM/IMIP de Petrolina-PE volta a ser acusado de negligência após morte de bebê

O Hospital Dom Malan (HDM/IMIP), em Petrolina-PE, está sendo acusado mais uma vez por negligência. Desta vez, familiares de Taís Alves dos Santos, de 27 anos, afirmam que a filha que a gestante esperava morreu ainda na barriga da mãe por falta de assistência médica.

Segundo as informações, a paciente que estava com 41 semanas de gestação, teria dado entrada na unidade às 13h30 deste domingo (30) e após três horas de espera, o coração da criança parou de bater.  De acordo com o pai da bebê, Felipe Santos de Souza, após relatar que sentia fortes dores, Táis foi medicada, ficou em observação e só soube da morte da filha por volta das 18h20.

Ele também relatou que na manhã desta segunda-feira (01), uma médica do HDM teria informado que a criança acabou engolindo fezes. A profissional teria ainda justificado que a demora no atendimento aconteceu porque havia muitos partos a serem realizados na unidade.

Os familiares da paciente acusam também o hospital de deixar a paciente sentada em uma cadeira no corredor, por falta de maca, a espera de um procedimento para a retirada da criança. Eles disseram que Tais inicialmente iria ser submetida a uma cesariana, mas ainda estaria esperando por um exame de ultrassonografia para depois ser induzida a um parto normal, que evitaria infecções.

Uma queixa foi prestada na Delegacia de Petrolina e um boletim de ocorrência foi elaborado para a investigação do caso.

Em respostas às acusações, o HDM/IMIP informou em nota que “o caso está sendo avaliado pela equipe médica. No momento o Hospital assegura que toda a assistência tem sido prestada à paciente, desde a sua entrada no serviço. Posteriormente mais detalhes serão repassados à família.”

Outros casos:

Nos últimos meses de julho e agosto, a justiça autorizou a exumação dos corpos de duas jovens que morreram na unidade hospitalar. Após denúncias de familiares, a Polícia Civil iniciou as investigações das mortes de Milian Carvalho da Silva, de 15 anos e Gislaine Lopes de 21 anos.

As duas estavam grávidas e morreram após darem entrada no HDM/IMIP.

Uma comissão chegou a ser criada na Câmara Municipal de Petrolina, para apurar para as mortes de gestantes e bebês no HDM/IMIP. A CEI (Comissão Especial de Inquérito), formada pelos vereadores Gabriel Menezes (PSL), Paulo Valgueiro (MDB), Rodrigo Araújo (PSC) e Ronaldo Silva (PSDB), se reuniu com o Conselho Regional de Medicina de Pernambuco e  ouviu os depoimentos do superintendente do HDM/IMIP, também Elisangela Costa Araujo, mãe do garoto Davi que faleceu em 2015, Maria de Fátima Milhomes avó de bebês mortos em 2017, Enileide Souza Carvalho, mãe da jovem Milian Carvalho da Silva.

O resultado do trabalho seria protocolado  no Ministério Público Estadual e no Cremepe.

Da Redação

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