Afogamento do estudante Diogo Lira: Familiares se dizem insatisfeitos com resultado do Inquérito Policial

(Foto: Semário Andrade/Preto No Branco)

John Bernardino, primo de Diogo Lira Ferreira, 16 anos, que no feriado de 7 de setembro morreu afogado nas águas do Rio São Francisco, na Orla II de Juazeiro-BA, participou ao vivo do programa Palavra de Mulher na web desta terça-feira (09). Durante a entrevista ele se mostrou insatisfeito com o resultado da conclusão do inquérito que investiga a morte do estudante.

Após ser procurada pelo PNB, a delegada da Polícia Civil, Adelina Araújo, informou que “o inquérito foi concluído e encaminhando ao Ministério Público com indiciamento por Homicídio Culposo, quando não há intenção de matar, de Eduardo Jorge Meireles, dono da Caiaques do Vale e também do funcionário Ramos Neto Costa.”

Para Jhon, os acusados deveriam responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar. “A gente fica um pouco triste, pois no momento em que o dono da empresa manda um funcionário tomar a embarcação onde os jovens estavam e os coletes salva-vidas, tomaram também a única chance que ele tinha de sobreviver”, declarou.

O primo de Diogo relatou o sofrimento que a família do jovem vem enfrentando e fez questionamentos. “A tragédia poderia ter sido maior. Três jovens sobreviveram e testemunharam tudo o que aconteceu. Dois deles prestaram depoimentos e desmentiram a versão dada pelo dono da empresa. Existem provas e então eu pergunto, o que falta mais? Por que eles estão funcionando normalmente como se nada aconteceu?”, questionou.

Jhon finalizou dizendo que vai procurar o Ministério Público para acompanhar o andamento do processo. “Agora vamos procurar respostas e vamos tentar reverter essa situação, para que não seja só mais um caso”.

Segundo informações do Ministério Público, em uma primeira análise, a promotora de justiça Mayumi Menezes entendeu que havia indícios de homicídio doloso. O MP agora vai decidir se vai ou não oferecer denúncia à Justiça

Os acusados aguardam em liberdade.

Veja a entrevista completa:

Entenda o caso

Segundo um amigo de Diogo, eles haviam alugado o caiaque neste dia e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Chegando ao local, encontram dois amigos, que teriam subido na embarcação. O amigo contou que o caiaque chegou a virar duas vezes, e que o funcionário da empresa, ao ver que a embarcação havia virado, teria utilizado outra embarcação para alcançar os jovens e, irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido , obrigado que ele e Diogo entregassem os coletes e todos descessem da embarcação. O amigo conseguiu alcançar a margem, porém Diogo não.

No último dia 13, sétimo dia da morte do estudante, familiares, vizinhos e amigos de Diogo fizeram uma manifestação pedindo justiça para o caso.

Da Redação

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