Denúncia: Água regrada no Conjunto Penal de Juazeiro causa revolta em agentes e detentos

O Portal Preto No Branco recebeu mais uma denúncia vinda do Conjunto Penal de Juazeiro-BA. Desta vez, segundo  informações, o problema é a redução do fornecimento de água para os internos e também para os agentes penitenciários que trabalham no local.

“Isso é um absurdo! Os supervisores receberam ordens da direção do Conjunto para regrarem a água consumida tanto por agentes, como pelo internos. Nossa região é muito quente e chega a ser desumana essa medida. Os registros estão fechados com cadeados e os agentes precisam solicitar ao supervisor que libere a água”, relatou o denunciante, que por medo de represálias, pediu para não ser identificado.

Ainda de acordo com a denúncia, a direção do CPJ alegou que os agentes estavam liberando muita água para os internos. “Sabemos que os presos estão pagando por seus crimes, mas isso não justifica essa prática desumana. A água é um direito nosso e dos presos. A direção precisa tomar providências e contratar mais carros pipas”, afirmou.

O denunciante também relatou superlotação no presídio: “O Conjunto tem capacidade para 739 internos, mas atualmente abriga quase 1.200”, acrescentou.

O agente penitenciário finalizou chamando a atenção das autoridades para os problemas que acontecem no CPJ. “Depois da criação da Associação dos agentes as coisas pioraram, pois nós estamos sendo perseguidos por nossos superiores. Alguns agentes já estão até com problemas psicológicos e psiquiátricos. Por isso pedimos que o Ministério Público e os órgãos competentes tomem providências”, finalizou.

Estamos encaminhando a denúncia para a direção da instituição, em busca de respostas.

Outras denúncias

No dia 17 de setembro o PNB recebeu  uma carta de um detento do Conjunto Penal de Juazeiro, relatando algumas situações que estariam ocorrendo na instituição. “Quero comunicar o que está acontecendo aqui dentro. Não só no módulo 3, mas também nos módulos 1, 2 e 4. Alguns ‘prezados’ (agentes) estão faltando com o respeito. Chamando ‘nois’ de ‘viado’. Pedindo pra ‘nois botar a bunda na grade’. Tirando preso da cela pra bater e colocar na disciplina sem motivo. Um supervisor deu um tapa na cara de um rapaz pela grade, falando que ‘nois’ não somos homens , desfazendo ‘de nois’”, diz em um trecho da carta.

O detento também reclama da alimentação fornecida no presídio, da superlotação e da situação de presos com pena vencida. “A alimentação tá vindo ruim. Cuscuz crú, arroz com frango empanado, marmita quase vazia. ‘Nois’ estamos passando fome e sendo humilhados. A cadeia tá superlotada. Cela pra ‘8’, com ’10’. Preso dormindo no chão. Preso com cadeia vencida e ainda está aqui. Preso sentenciado tirando no módulo 4, regime fechado, sendo que era para tá no raio”, diz outro trecho do texto.

(Leia a matéria na íntegra)

O PNB ouviu familiares de detentos, que confirmaram algumas denúncias. Veja o vídeo:

Em julho os familiares dos detentos também reclamaram das longas filas que se formam em frente ao CJP,  no sol quente, em dias de visita. (Leia a matéria na íntegra)

Em novembro do ano passado, familiares de detentos também denunciaram que os presos pela operação “Carro Fantasma”, realizada no município de Remanso-BA, estavam tratamento diferenciado na unidade prisional. Em nota, a direção do CJP negou as acusações. (Leia a matéria na íntegra)

Em dezembro do ano passado, o PNB iniciou a divulgação de denúncias de agentes penitenciários, sobre irregularidades trabalhistas. O agentes relataram desvio de função, não cumprimento do pagamento da periculosidade, de insalubridade e não pagamento do vale transporte ou o benefício do itinerário.

Além de ameaças, na época os agentes também acusaram a empresa Reviver, responsável pela administração do CPJ, de perseguição aos funcionários, entre outras denúncias. (Leia a matéria na íntegra)

No dia 17 do mesmo mês, a empresa se manifestou negando as reclamações dos profissionais e declarando que as atividades que os agentes disseram realizar indevidamente, eram praticadas por policias militares e afirmando que os “agentes de ressocialização não mantinham contato com os presos. (Leia a matéria na íntegra)

Dias depois os agentes rebateram a nota enviada pela Reviver e enviaram fotos do sistema interno da unidade prisional, em que eles aparecem mantendo contato direto com os presos, tanto na hora da tranca quanto na escolta a hospitais da região. (Leia a matéria na íntegra)

Em janeiro, cerca de um mês após o início das denúncias e um dia depois de participar, ao vivo, do programa Palavra de Mulher na web, com Sibelle Fonseca, um dos agentes foi demitido do Conjunto penal. (Leia a matéria na íntegra)

Em março, Edésia Barros, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizou uma fiscalização no presídio para apurar as denúncias e constatou algumas irregularidades, inclusive flagrou o contato direto dos agentes com os detentos, durante a tranca, situação negada pela empresa administradora. Tendo como referência o princípio da primazia da realidade, a auditora determinou que a empresa pagasse os adicionais de periculosidade aos agentes e demais funcionários.. (Leia a matéria na íntegra)

Em julho, durante entrevista ao Palavra de Mulher Web um ex-funcionário e um agente informaram que a empresa Reviver estava descumprindo uma determinação expedida pelo MTE da cidade, que assegura o pagamento de direitos trabalhistas, como o de insalubridade, entre outros, aos funcionários da unidade prisional. Eles também apresentaram uma pauta de reivindicações, que foi entregue ao Governador Rui Costa. (Leia a matéria na íntegra)

Da Redação

3 Comentários

  • Monitor CPJ disse:

    A coisa lá está cada dia pior a qualidade da comida e o transporte que leva os Agentes a quantidade de agentescx e número muito reduzido de agentes , para os internos faltando tem

  • Monitor Cpj disse:

    Pura verdade,ali tá demais,mas faço uma pergunta,quem e essa autoridade grande que está por detrás dessa empresa? Porque há várias denuncias,e a quem de direito não se manifesta,nessa última vez De Edésia quando foi lá a gerente ligou avisando que ela tava na casa c ela. Pra não bastar o supervisor e o coordenador irem logo fazendo as maquiagens que fazer sempre que vai uma fiscalização lá,e em relação a água, faço uma outra pergunta,um presídio que tem 12 anos de fundado e sempre foi abastecido por carro Pipa! Senso que a o posto de gasolina ao lado,as roças no fundo têm água da adutora, porquê? nunca fizeram essa ligação de água com a adutora? Será que tem tem alguém recebendo por trás desses abastecimento de água através do Pipa? Lá todos sabem de quem e o dono desse Pipa! Sem falar do aumento abusivo na alimentação,e no transporte que era uns 45 reais e subiu para 88 e uns quebrados,sendo que e um buzu de péssima qualidade,que só vive quebrando,irá falta freios,irá falta embreagem,e o referido dono do buzu não recebeu nada a mas do que vinha já recebendo da empresa, alí tem que fazer uma limpeza geral na frente que é responsável pelo presídio,por esses dias estava tendo vasamento de gás,numa tubulação antiga, corroída pelo ferrugem, foram os técnicos e fizeram uma tapa o sol com a peneira,sendo que tem que trocar toda a tubulação, energia só vive caindo,queda de energia constantes,cadeiras inadequadas e em quantidade insuficiente para a quantidade de funcionários em cada posto, condução de presos ao sol quente o dia todo sem nenhuma proteção,ao calor exorbitante somos nós dos módulos e as agentes da ala feminina,que sofremos isso todos os dias,pelo amor de Deus nos ajudem.

  • Monitor Cpj disse:

    Pura verdade,ali tá demais,mas faço uma pergunta,quem e essa autoridade grande que está por detrás dessa empresa? Porque há várias denuncias,e a quem de direito não se manifesta,nessa última vez De Edésia quando foi lá a gerente ligou avisando que ela tava na casa c ela. Pra não bastar o supervisor e o coordenador irem logo fazendo as maquiagens que fazer sempre que vai uma fiscalização lá,e em relação a água, faço uma outra pergunta,um presídio que tem 12 anos de fundado e sempre foi abastecido por carro Pipa! Senso que a o posto de gasolina ao lado,as roças no fundo têm água da adutora, porquê? nunca fizeram essa ligação de água com a adutora? Será que tem tem alguém recebendo por trás desses abastecimento de água através do Pipa? Lá todos sabem de quem e o dono desse Pipa! Sem falar do aumento abusivo na alimentação,e no transporte que era uns 45 reais e subiu para 88 e uns quebrados,sendo que e um buzu de péssima qualidade,que só vive quebrando,irá falta freios,irá falta embreagem,e o referido dono do buzu não recebeu nada a mas do que vinha já recebendo da empresa, alí tem que fazer uma limpeza geral na frente que é responsável pelo presídio,por esses dias estava tendo vazamento de gás,numa tubulação antiga, corroída pelo ferrugem, foram os técnicos e fizeram uma tapa o sol com a peneira,sendo que tem que trocar toda a tubulação, energia só vive caindo,queda de energia constantes,cadeiras inadequadas e em quantidade insuficiente para a quantidade de funcionários em cada posto, condução de presos ao sol quente o dia todo sem nenhuma proteção,ao calor exorbitante somos nós dos módulos e as agentes da ala feminina,que sofremos isso todos os dias,pelo amor de Deus nos ajudem.

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