Em setembro, custo da cesta básica apresentou queda de 0,54% em Petrolina e aumento de 0,03% em Juazeiro

(foto: reprodução/internet)

Em comparação com o mês agosto, o custo da cesta básica apresentou queda de 0,54% em Petrolina e aumento de 0,03% em Juazeiro, no mês de setembro. Dados levantados pelo Índice de Cesta Básica (IBC) do colegiado de Economia da Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape), apontam ainda que um trabalhador do Vale do São Francisco gastou 30,2% do seu salário mínimo, com a compra de produtos da cesta básica.

Em Petrolina, o custo da cesta básica caiu de R$ 291,52 para R$ 289,95, enquanto em Juazeiro subiu de R$ 286,24 para R$ 286,33. No acumulado dos últimos doze meses, a cidade baiana apresenta deflação de -1,76% e deflação de -1,28% no ano de 2018. Já a cidade pernambucana apresenta uma inflação de 5,04% nos últimos doze meses e deflação de -1,26% no ano de 2018.

Segundo o colegiado, o preço do Leite continua subindo, mas em ritmo menos acelerado. A margarina também apresentou preços mais elevados no mês de setembro. O pão francês teve um pequeno reajuste pelo terceiro mês consecutivo devido os aumentos dos custos de produção, tanto da farinha de trigo quanto da energia elétrica, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). No caso da farinha de mandioca os preços se reduziram, indicando a pontualidade da alta no mês anterior. No caso das carnes, após duas reduções consecutivas, em setembro os preços apresentaram aumento.

O produto que apresentou maior aumento em relação ao mês de agosto foi o feijão, com uma variação de 3,79%. O que teve maior redução no preço foi o tomate que apresentou queda de 9,01%.

“A expectativa é que nos próximos meses a tendência se inverta dado que a demanda diminuiu e a oferta começa a crescer. Pode-se observar que mesmo com as recentes quedas dos preços, o consumidor ainda pode economizar se pesquisar, pois, existem grandes diferenças entre o menor e o maior preço encontrado para todos os produtos”, diz o colegiado.

Os dados apontam ainda que um trabalhador do Vale do São Francisco que recebeu um salário mínimo de R$ 954,00, gastou 30,2% da renda com a compra de produtos da cesta básica. Isto significa que após a aquisição da cesta básica de alimentos, restaram, em média, R$ 665,91 para gastar com as demais despesas (moradia, transporte, vestuário, saúde e higiene e serviços pessoais).

Da Redação

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