Professoras de Juazeiro usam redes sociais para desqualificar nordeste e fazer apologia à arma e SEDUC não se pronuncia

(foto: reprodução/Facebook)

“Nordeste miserável … tem que viver de esmolas mesmo”, essa frase foi publicada por uma professora da rede municipal de ensino de Juazeiro, eleitora de Jair Bolsonaro (PSC), em sua página do Facebook, após o resultado da votação deste domingo (7), que colocou no segundo turno, o capitão da reserva e o presidenciável petista Fernando Haddad. (Clique aqui e veja)

A manifestação da servidora pública gerou indignação entre os seguidores do Preto No Branco, que, na sua grande maioria, rechaçou a postura da educadora.

“Como pode uma criatura dessa, ainda se dizer cristã. É ministra da eucaristia aqui da Paróquia do meu bairro, de dentro da igreja… como pode disseminar tanto ódio? Com certeza Cristo não pregou isso, muito pelo contrario, ele sempre foi pelos q tinham menos”, comentou uma leitora.

(foto: reprodução/Facebook)

“Existe uma diferença gritante entre intolerância e liberdade de expressão. Enquanto o discurso de ódio não for rechaçado socialmente e juridicamente, manifestações como essas, baseadas na ignorância e no preconceito, continuarão a lotando as redes sociais”, escreveu outra.

No último dia 21 de setembro, o PNB publicou uma matéria sobre outra postagem de uma professora, também da rede de ensino de Juazeiro e eleitora de Jair Bolsonaro, em que ela exibia uma imagem de armas e munição desenhando o número 17, do PSL, partido do capitão da reserva. (Clique aqui e veja)

Perplexos, alguns leitores do PNB enviaram o print da postagem da educadora, que também é policial civil do estado da Bahia.

“Um absurdo! Inimaginável a conduta de uma profissional de educação, portanto uma formadora de opinião, que é responsável pela formação de jovens, incitar a violência. Que manifeste seu voto a quem quiser, é um direito, mas não se valendo de uma imagem de violência, de armas, de arsenal bélico”, declarou um dos leitores que nos enviou a imagem.

Nas duas ocasiões encaminhamos um pedido de esclarecimento à Secretaria de Educação de Juazeiro, já que o posicionamento das profissionais de educação destoam do projeto pedagógico do município de Juazeiro. Como resposta, nos dois casos, a SEDUC afirmou apenas que não iria se pronunciar sobre o assunto.

No primeiro caso, trata-se de uma manifestação explicita de preconceito contra o povo nordestino e desqualificação da região Nordeste. No segundo, a imagem postada faz apologia à violência e enaltece o uso de armas de fogo.

Em nenhum dos casos houve retratação pública das profissionais, mas constatamos que, após as matérias do PNB,  ambas as publicações foram apagadas.

Da Redação

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