MP-BA considera afogamento de Diogo Lira como homicídio doloso duplamente qualificado

(foto: reprodução)

O caso do afogamento do estudante Diogo Lira Ferreira, 16 anos, ocorrido no feriado de 7 de setembro nas águas do Rio São Francisco, na Orla II de Juazeiro, foi considerado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) como crime doloso (com intenção de matar), duplamente qualificado. A decisão do MP diverge do inquérito da Polícia Civil, que indiciou os acusados por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

O promotor de Justiça da Bahia, Raimundo Moinhos, considerou também que o caso foi por motivo fútil e impossibilitou a defesa da vítima. Para o promotor, há indícios que Eduardo Jorge Meireles, dono da Caiaques do Vale e o funcionário Ramos Neto Costa, assumiram o risco contra a vida da vítima. Eles responderão à processos e se condenados, podem pegar entre 12 e 30 anos de prisão.

Um outro processo deve ser aberto por improbidade administrativa, já que, segundo o promotor, há indícios de irregularidade no funcionamento da empresa.

Na última segunda-feira (8), conforme foi publicado pelo portal Preto no Branco, a delegada Adelina Araújo, que comandou o inquérito policial, informou que o inquérito havia sido concluído e encaminhando ao Ministério Público com indiciamento por homicídio culposo.

Entenda o caso

Segundo um amigo de Diogo, eles haviam alugado o caiaque neste dia e decidiram atravessar o rio em direção à Ilha do Fogo. Chegando ao local, encontram dois amigos, que teriam subido na embarcação. O amigo contou que o caiaque chegou a virar duas vezes, e que o funcionário da empresa, ao ver que a embarcação havia virado, teria utilizado outra embarcação para alcançar os jovens e, irritado com o excesso de passageiros e pelo tempo limite já excedido , obrigado que ele e Diogo entregassem os coletes e todos descessem da embarcação. O amigo conseguiu alcançar a margem, porém Diogo não.

No último dia 13, sétimo dia da morte do estudante, familiares, vizinhos e amigos de Diogo fizeram uma manifestação pedindo justiça para o caso.

Da Redação

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