“É a política do faz de conta”, reclama músico juazeirense sobre interrupção do projeto “Vapor do Sol é Bossa Nova”

(foto: divulgação)

O artista Juazeirense Júnior Mota entrou em contato com a redação do portal Preto no Branco para denunciar a postura da Secretaria de Cultura, Turismo e Esporte de Juazeiro em relação ao projeto Vapor do Sol é Bossa Nova e os artistas contemplados pelo edital. De acordo com o cantor, além de não cumprir com o pagamento dos cachês dos artistas que já se apresentaram, a gestão municipal suspendeu a realização do projeto, frustrando os músicos já selecionados para se apresentarem na programação.

Júnior Mota, que conforme o calendário divulgado pela Superintendência de Cultura e Turismo da cidade estava previsto para realizar sua apresentação no dia 14 de dezembro, data que marcava a despedida da primeira etapa do projeto, se diz prejudicado com a suspensão do “Vapor do Sol é Bossa Nova”. Segundo o artista, houve um investimento antecipado para que o show proposto exclusivamente para o projeto fosse produzido.

“Aluguei estúdio, ensaiei, coloquei (dinheiro) antecipadamente do meu bolso, e agora, se resolverem mesmo suspender os shows, todo o meu trabalho para apresentar o show que propus para o projeto, foi em vão”, lamentou.

O artista relata ainda que se sente injustiçado com a decisão da gestão da cultura municipal em suspender o projeto, após ter  divulgado amplamente na mídia, criando expectativa nos artistas. Ele também questiona a Secretaria de Cultura que, no final deste mês, vai realizar o Festival Edésio Santos da Canção, sem que conclua um projeto em andamento e propõe uma alternativa que inclua os artistas contemplados no edital.

“É a política do faz de conta. Vão realizar o Edésio e o Vapor do Sol fica esquecido. Por quê não pegam as pessoas que foram contempladas no Vapor do Sol e colocam para fazer o show de abertura? Precisamos de uma satisfação. Faz-se um projeto, faz-se mídia em cima das pessoas que foram contempladas, para nada”, completa

Dos 6 dias de projeto previstos pela secretaria, apenas dois aconteceram. Em 31 de agosto, apresentaram-se Paulo Soares e a Terceira Cidade e o cantor Edesinho. Já no dia 14 de setembro, os shows foram de Andrezza Santos e Fatel. A programação, no entanto, não teve continuidade. TrêsouTrio e Mariano Carvalho, que fariam show em 21 de setembro, Banda da JAM e Veinho, em 4 de outubro, Gílson Gonzaga e Edesinho, em 26 de outubro, não se apresentaram. Junior Mota e Banda e o Clube da Bossa fariam o encerramento em 14 de dezembro.

Além disso, segundo Júnior Mota, os artistas que chegaram a se apresentar no projeto, até o momento, não receberam o cachê das apresentações.

O cantor juazeirense também criticou o silêncio da classe artística da cidade, e acredita que os artistas se sentem intimidados em fazer críticas à gestão municipal.

“Não entendo essa espiral do silêncio entre os músicos de Juazeiro, pois não reclamam. Antigamente as pessoas tocavam no carnaval e no São João, passavam um mês sem receber e já era motivo de ir para a porta da prefeitura fazer manifestação. Hoje não. Parece que se sentem intimidadas em reclamar, dizer que está errado”, conclui.

O projeto

O Vapor do Sol é Bossa Nova foi criado para credenciar artistas, bandas e grupos musicais, de renome local ou regional, para compor a programação artística musical da cidade. Segundo a Superintendência de Cultura e Turismo de Juazeiro, o projeto aconteceria durante uma sexta-feira de cada mês (com exceção dos meses de setembro e outubro que teriam duas apresentações cada), no Vaporzinho, que fica na Orla II de Juazeiro, sempre no final da tarde. Os inscritos passaram por uma comissão de avaliação formada por membros do Conselho Municipal de Cultura e da SECULTE.

Da Redação por Thiago Santos

1 comentário

  • Godofredo Lins disse:

    Usando referência nazista para falar, rapaz? Já está nesse nível? Espiral do Silêncio é uma teoria da comunicação feito pela nazista Noelle Neumann. Só isso basta para saber quem está falando

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