Um ano sem Manuca Almeida: Falando em saudade, Lu Almeida convida para missa em homenagem ao poeta

Domingo (11) completa um ano do falecimento do poeta, ator, produtor cultural, escritor e compositor Emmanuel Gama de Sousa Almeida, Manuca Almeida. Manuquinha, como era carinhosamente conhecido em Juazeiro, terra onde foi criado, constituiu família e viveu até os seus 53 anos, lutou contra um câncer e morreu em Barretos, São Paulo, onde se submetia a um tratamento, em 11 de novembro de 2017.

Juazeiro, o Vale do São Francisco e a poesia ficaram menores com sua partida.

Irreverente, criativo, de uma sensibilidade musical ímpar e sonhador, Manuca viveu da sua poesia. Com dignidade, alimentou sua família de sonhos e com sua arte.

Ele nasceu em 16 de dezembro de 1963, em Aracaju, Sergipe, mas foi em Juazeiro que criou raízes e de onde originava sua obra que se espalhou mundo afora.

Um cidadão juazeirense que participou e fez produções locais de novelas, comerciais e filmes, como “Dona Flor e seus dois maridos”, “Eu, Tu, Eles”, “Guerra de Canudos” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”.

Em 2001, ficou conhecido em todo mundo depois da composição “Esperando na Janela”, composta em parceria com Targino Gondim e Raimundinho do Acordeom. Gravada por Gilberto Gil e por mais de 40 artistas, venceu o Grammy Latino como melhor música brasileira daquele ano.

Tem vários livros lançados e mais de 500 músicas compostas, sendo que mais de 200 delas gravadas por artistas como Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Família Caymmi, Dominguinhos, Arnaldo Antunes, Rosa Passos, Margareth Menezes e muitos outros.

Manuca deixou um legado que a esposa, Lu Almeida, as três filhas, Dandara, Iana e Vitória preservam, respeitam e têm difundido nos espaços para que a obra do poeta se imortalize.

Lu Almeida, que por 35 anos acompanhou os passos de Manuca, fez uma declaração de saudade e convidou os amigos e admiradores do artista para a missa de um ano, que acontecerá na Catedral de Juazeiro, às 9 horas da manhã, do próximo domingo (11).

“A saudade ensina com sutileza que as lembranças são tesouros raros que o destino nos presenteia. A saudade é um sentimento que nos alimenta e deixa a gente mais próximo daquilo ou daquele que já não está fisicamente ao nosso lado . É uma palavra que não tem tradução em muitas línguas, mas está na vida , na música , na poesia e no dia a dia de todos nós.
O poeta Manuca Almeida uma vez escreveu “ Saudade eu tenho do tempo que eu não sabia o que era saudade” e é verdade , hoje como em todos os 365 dias do ano eu sinto saudade de Manuca ,do marido, do amigo , do amor, do pai, do avô, um presente que Deus colocou em minha vida há 35 anos e que deu vida a outras vidas lindas que são minhas três filhas Dandara , Iana e Vitória Almeida e a meus dois netos, Fernandinha e Bem .

Dia 11/11, domingo,faz um ano de sua partida para pátria maior e acontecerá uma celebração na catedral de Juazeiro às 9h da manhã. Para esse encontro de fé, convidamos a todos familiares, amigos e o povo em geral para emanarmos boas energias para o poeta através de orações. À noite acontecerá o Evangelho no Lar na casa do poeta para a família.”

Da Redação

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