Petição que cobra punição a segurança de supermercado por morte de cachorro reúne 1,3 milhão de assinaturas

(foto: reprodução)

Além da mobilização de artistas e ONGs em protesto à morte de um cachorro por um funcionário da rede de supermercados Carrefour, mais de 1,3 milhão de pessoas já assinaram, até a manhã desta quarta-feira, uma petição que pede punição aos responsáveis (acesse a petição). O crime foi denunciado por ativistas do movimento em defesa dos animais no fim de semana. No vídeo, compartilhado nas redes sociais, um segurança de uma das unidades do Carrefour em Osasco, na Grande São Paulo, aparece batendo em um cachorro com um cabo de vassoura no último dia 28.

Nesta terça-feira, celebridades como os artistas Tatá Werneck, Fábio Assunção e Letícia Spiller utilizaram a internet para lamentar a morte do animal e também pediram a punição dos responsáveis. Segundo a ativista Luisa Mell, a Associação de Advogados Criminalistas do Estado de São Paulo deve entrar com uma ação para que o funcionário envolvido e o Carrefour respondam por maus-tratos e danos morais, respectivamente.

Após a morte, o corpo do cachorro foi cremado, o que seria um procedimento padrão do Centro de Controle de Zoonoses e que, por outro lado, dificultaria a comprovação de maus-tratos.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar a denúncia de maus tratos contra funcionários do mercado. Nesta terça-feira, policiais receberam as imagens das câmeras de segurança do estabelecimento e que mostram o segurança levando o cachorro com um barra na mão a um local isolado e, posteriormente, o animal retornando com sangramentos. O cachorro teria sido, por fim, envenenado.

O deputado estadual Fernando Capez (PSDB-SP), que acompanhou Luisa Mell à delegacia, afirmou que, além da possível responsabilização criminal do funcionário e civil do estabelecimento, os responsáveis do Centro de Controle podem também responder administrativamente caso seja comprovada um erro no tratamento do caso.

Em nota, o Carrefour informou que repudia veementemente qualquer tipo de maus-tratos e preventivamente afastou a equipe responsável pela segurança do local no dia da ocorrência até que a rigorosa apuração em curso seja concluída e as devidas providências adotadas.

“Assim que notamos a presença do animal nas dependências da loja, o acolhemos, oferecendo água e comida, até que a equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Osasco chegasse ao local para o devido atendimento”, informou a empresa.

Extra

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