Resistência: Lucinha Mota volta ao Recife e ex-prestador continua foragido, após um mês do decreto da prisão

Amanhã (12), completa um mês que o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decretou a prisão preventiva de Alisson Henrique de Carvalho Cunha, ex-prestador de serviço do colégio Maria Auxiliadora e acusado de ter apagado as imagens em que aparecia o assassino da menina Beatriz Mota, morta durante uma festa na instituição religiosa em dezembro de 2015.

O acusado continua foragido e a Polícia Civil continua em diligência para capturar o ex-prestador.

Hoje pela manhã, o PNB conversou com a Delegada Pollyana Nery e ela nos informou que “a equipe da PC já rodou mais de 2.800 quilômetros em busca do paradeiro de Alisson Henrique”.

“As diligências nunca pararam, ao contrário o Inquérito agora que deu uma guinada muito além do que eu imaginava. Já fizemos buscas na casa dele, já rodamos mais de 2.800 km. Nós, da Polícia Civil, e o Ministério Público estamos trabalhando intensamente para capturá-lo. Estamos recebendo muitas denúncias, estamos indo para vários lugares do Brasil, mas ainda sem conseguir encontrá-lo, mesmo utilizando todos os meios que temos”, afirmou a delegada do caso.

A ausência de respostas levou a mãe da criança, Lucinha Mota, a retornar, mais uma vez, ao Tribunal de Justiça de Pernambuco, em Recife, em busca de informações sobre o andamento do processo e das diligências para prender o foragido.

“Estou aqui no TJPE em busca de informações referentes a decisão da prisão de Alisson Henrique. Fui recebida pela Desembargadora Dra Deize  e o Presidente do TJ já confirmou que irá me receber ainda na manhã desta sexta-feira. Também vim buscar informações sobre o processo, pois desde dezembro que nossos advogados não conseguem ter acesso ao mesmo”, disse Lucinha Mota, enquanto aguardava a audiência com o representante do TJ.

Quando a prisão foi decretada pelo TJPE, o advogado de defesa de Alisson Henrique, Wank medrado, declarou na imprensa que seu cliente só iria se entregar após decisão sobre o recurso apresentado.

Após a reunião com o Presidente do TJPE, voltamos a conversar com Lucinha Mota e ela nos informou que a defesa de Alisson entrou com um embargo infringente, recurso que existe em processos criminais, quando o réu  não concorda com uma decisão no processo. Esse recurso permite que a decisão seja analisada novamente e seja alterada, de acordo com o pedido do acusado.

“O Presidente me confirmou que houve apresentação de um embargo pela defesa do foragido. Estou mais confiante após esta conversa, pois ele demonstrou conhecer o processo e está acompanhando seus desdobramentos”, informou Lucinha.

A família de Beatriz Mota e a Polícia Civil pedem a quem tiver qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Alisson Henrique, entrar em contato pelo telefone (81) 98650 1229, que também possui WhatsApp. O sigilo é garantido.

Prisão Preventiva

Após o pedido de prisão feito pela delegada Poliana Nery, ter sido negado pela Juíza Elane Brandão, do Tribunal do Júri da Comarca de Petrolina, contrariando parecer do Ministério Público, no dia 12 de dezembro de 2018, o TJPE julgou o pedido e por 2 votos a 1, decretou a preventiva do acusado. O ex- prestador foi indiciado por falso testemunho e fraude processual.

Na época, Poliana Nery declarou que a prisão preventiva seria um recomeço para as investigações policiais. A delegada também afirmou que o ex-prestador circulou no colégio na noite do dia 4 de janeiro de 2016, acompanhado de mais dois funcionários do colégio (Carlos André, administrador do colégio e Loraíldes), quando as imagens foram apagadas. Toda a movimentação destas três pessoas estão registradas em vídeos. Em um deles, Alisson aparece entrando na sala de monitoramento do colégio.

Da Redação

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