Samu de Petrolina alerta para aumento do número de trotes nas férias

(foto: divulgação)

O período de férias escolares é a época do ano que mais preocupa a central de teleatendimento do Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (Samu). É que nesse período aumenta o número dos chamados. E embora a média de ligações falsas tenha caído nos últimos meses do ano passado, a preocupação continua.

De acordo com a Secretaria de Saúde de Petrolina, em média, por mês, o SAMU atende cerca de 3.400 chamadas, e destas, cerca de 2.000 são trotes. Entre junho e julho de 2018, período que coincidiu com as férias escolares, mais de 70% das ligações feitas ao serviço de atendimento foram trotes. Foram contabilizadas cerca de 2.400 chamadas falsas/mês, o que corresponde a mais de 70% do total de ligações feitas ao SAMU no período.

A maioria dos trotes são feitos por crianças e adolescentes, mas há também uma grande parcela de adultos que ocupam as linhas para dizer palavras de baixo calão às telefonistas, prejudicando o serviço que precisa ser ágil.

Entretanto, segundo a coordenadora do SAMU de Petrolina, Cristiane Nunes, houve uma redução no índice após o início das ações educativas do Projeto ‘Amigos do SAMU’ nas escolas, iniciado em agosto de 2018. Além de realizar os atendimentos, os profissionais se dedicam a levar o assunto para dentro das escolas. Nas palestras eles fazem demonstrações de primeiros socorros e falam sobre a importância desse socorro às vítimas, enfatizando que o trote dificulta o trabalho das equipes.

No último ano, as escolas municipais que receberam as equipes do SAMU, atingiu mais de 1.000 alunos entre 6 e 13 anos da rede municipal. “Percebemos que quanto maior o número de escolas que recebem o projeto, menor o número de trotes recebidos”, afirmou Cristiane.

O objetivo do órgão é diminuir, cada vez mais, as chamadas falsas.

Lei contra os trotes

Uma lei de combate aos trotes foi sancionada e publicada no Diário Oficial de Petrolina no dia 5 de julho de 2018. Moradores de Petrolina que forem identificados por acionar, indevidamente e sem o objetivo real de obter o atendimento, os serviços de emergência como o Samu, Corpo de Bombeiros e Polícia, serão multados em R$ 1 mil, conforme previsto no artigo 1º da Lei nº 3.075, que determina que a multa deverá ser aplicada em trotes envolvendo reduções, resgate, combate a incêndios, assistência médica e hospitalar ou ocorrências policiais.

Quem tiver o número do telefone identificado terá os dados revelados pela empresa telefônica responsável pela linha, mediante envio de relatório expedido pelo município. As ligações oriundas de telefones públicos serão anotadas para que seja realizado um levantamento de incidência geográfica.

Conforme escrito no artigo 5º, a multa de R$ 1 mil poderá ser duplicada em caso de reincidência.

A proposta foi criada pelo vereador Gilmar Santos (PT). Entretanto, até hoje, não se sabe se vem sendo aplicada e como isso vem acontecendo.

Da Redação

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