Eleição de Bolsonaro é tema em Bienal da UNE em Salvador

 

Uma avaliação dos fatores que cooperaram para a eleição do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi a tônica do debate sobre censura, liberdade de expressão e fake news nesta quinta-feira (7), na 11° edição da Bienal da União dos Estudantes do Brasil (UNE), que acontece na Universidade Federal da Bahia, em Ondina. Participa da mesa a ex-deputado federal e candidata a vice-presidente Manoela D’Ávila.

Para a jornalista Laura Capriglione, as grande organizações que se apresentam como igrejas evangélicas ocuparam espaço de interação social que fora abandonado pelos grupos políticos do campo de esquerda.

“O acolhimento que as igrejas fazem a esquerda deixou de fazer. A esquerda falhou no seu trabalho de base”, assinalou ao recordar o discurso do cantor Mano Brown em um ato de Fernando Haddad durante a campanha presidencial.

“Essas megas igrejas são o território do fake news”, acentuou, em referência à disseminação de notícias falsas que influenciou diretamente o resultado eleitoral.

“A derrota é só um episódio”, bradou Laura Capriglione a estudantes, encampando-os à reagir contra atos do governo Bolsonaro.

“Esse não é o Brasil de 64, que tinha cinco comunistas na USP, agora eles estão espalhados pelo País inteiro”, emendou a atriz Elisa Lucinda.

Segundo ela, a campanha de Jair Bolsonaro “surfou no discretíssimo conservadorismo da esquerda”.

BN

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