Conheça a importância da tosa para a saúde dos animais

Mandar o pet para o banho e a tosa é mais que uma questão de estética. Além de deixar os animais mais bonitos, aparar os pelos pode ajudá-los a se movimentar melhor, trazer mais conforto durante o verão e evitar acidentes. Cada raça tem características específicas que, consequentemente, trazem a necessidade de uma tosa diferente.

Ainda que os pelos sejam uma proteção natural, funcionando como isolante térmico tanto no inverno quanto no verão, o crescimento contínuo deles pode gerar um acúmulo de detritos em algumas regiões do corpo ou se esticar até os coxins (almofadinhas das solas) e ocasionar escorregões com resultados graves.

De acordo com o veterinário Rafael Oliveira, especialista em banho e tosa da Comportpet, a tosa ajuda não só no controle do calor excessivo do animal, mas também no combate às pulgas e feridas causadas pelas altas temperaturas e pela umidade elevada. O crescimento do pelo ocasiona um ambiente propício para a proliferação de fungos e bactérias, especialmente se o animal não for secado de forma adequada após o banho.

Nathália Ohofugi, 22 anos, conta que a tosa de Marvin é feita de dois em dois meses. No entanto, durante o verão, a periodicidade aumenta. “Acredito que ele fica mais fresquinho. E, como o pelo embaraça muito, quando está mais curto, parece que ele está mais confortável”, diz.

A tosa, como explica o veterinário, é uma alternativa para pets cuja pelagem é muito fina e costuma formar nós. “O ideal é que o tutor escove o pelo do cachorro diariamente, mas isso raramente ocorre. Por isso, mantê-lo menor é um grande auxílio”, considera.

Marvin tem as dificuldades de respiração características dos cães braquicefálicos, categoria da qual os yorkshires pertencem. “Eles tendem a sofrer mais com o calor, não em função do peso, mas por causa da respiração”, explica o especialista.

Especialmente durante o verão, Rafael aconselha que a tosa esteja sempre em dia. Quanto à periodicidade, a recomendação é variável. Indica-se que a tosa higiênica — das partes íntimas e embaixo das patas — seja realizada entre 15 e 20 dias, e um corte maior a cada três meses.

Proteção

Assim como a respiração, a pelagem dos animais ajuda a equilibrar a temperatura corporal deles. Por isso, o corte exige atenção. É fundamental se certificar de que a tosa não vai causar problemas, mesmo que o tutor esteja tentando aliviar o incômodo dos bichinhos.

Cada raça conta com características específicas. Por exemplo, o grupo de cães do qual pertencem spitz alemão, show show, samoiedas e husky siberiano não podem ser tosados com a máquina, porque o crescimento normal dos pelos pode ser prejudicado.

Outro problema é ocasionado pelas possíveis queimaduras de sol em animais de pelagem muito branca e com a pele rosada, como o maltês e o poodle, que não devem perder totalmente a proteção da pelagem. Alergias às lâminas e cortes também são preocupações recorrentes.

É importante ficar atento que filhotes muito novos também podem apresentar uma dificuldade a mais durante a tosa. Por isso, o especialista aconselha que os pequenos só se submetam ao processo a partir dos seis meses, e que eles sejam acostumados aos ruídos do soprador desde cedo.

Estética em alta

Quando a estética é um diferencial, existem profissionais especializados em tornar os pets ainda mais bonitos. Muitos tutores optam pelos serviços dos groomers criativos, que realizam verdadeiras obras de arte no pelo dos animais. A qualificação é tanta que muitos deles participam de competições até internacionais.

Gisela Gonzalez, groomer criativa do Chile, veio ao Brasil para participar de uma competição em São Paulo na última semana. No concurso, faturou o segundo lugar com a obra na pelagem de sua poodle Linda. Depois, chegou a Brasília para ministrar um curso do grupo Groomer Room, especializado em tosa artística, durante o último fim de semana.

Como a tosa de Linda é feita especialmente para competições, o trabalho é diferente do realizado em uma mascote comum. Gisela explica que, no caso dos pets comuns, ela coloca um pouco de cor apenas nas orelhas e nas patinhas. “O que eu faço é levar o tutor a se encantar ainda mais pelo animal. Ressaltamos as qualidades do cachorro, dando toques suaves e alguns diferenciais”, detalha.

Ela explica, porém, que a tintura só pode ser aplicada em cachorros com pelagem branca, pois não se deve descolorir os pelos para um trabalho artístico. Toda a produção é feita com cuidado especial. A tintura é exclusivamente destinada aos pets e eles são tratados com muita atenção durante todo o processo.

Correio Braziliense

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