Restos mortais da menina Beatriz serão transferidos para Memorial em Petrolina (PE); Reveja Via Crúcis da família

No próximo sábado (6), às 16h30, a família de Beatriz Angélica Mota, assassinada aos 7 anos, irá realizar a transferência dos restos mortais da criança para o Memorial SAF, na cidade pernambucana.

O corpo da criança está sepultado no cemitério da localidade de Lagoa da Pedra, interior de Juazeiro, onde residia com seus pais e irmãos.

Os pais de Beatriz convidam para a cerimônia de transferência dos restos mortais da filha.

“Conforme já havíamos anunciado, estaremos realizando a transferência dos restos mortais de Beatriz neste sábado (6). A exumação será feita no cemitério da Lagoa da Pedra, interior de Juazeiro-BA. Não haverá cortejo.  Aproveitamos para convidar a todos para esse momento de amor e solidariedade”, disse Sandro Romilton, pai da menina.

Beatriz foi assassinada com 42 facadas, na noite de 10 de dezembro de 21015, durante uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina. A menina estudava na instituição de ensino das salesianas, onde seu pai também era professor.

Em meio a festa que reunia mais de três mil pessoas, a menina desapareceu da quadra do colégio, onde estava com a mãe e foi encontrada morta minutos depois, atrás de um armário dentro da sala de material esportivo. Uma cena que ficou gravada, na última imagem que a polícia possui, às 21h59, quando Beatriz se afasta da mãe e vai até um bebedouro da quadra.

Um crime que chocou o Vale do São Francisco. Um crime bárbaro e até momento sem punição para o(s) autor(es). Três anos e quatro meses e as investigações não levam a lugar nenhum.

Durante todo esse tempo, os pais e amigos de Beatriz Mota fizeram diversas manifestações e protestos pedindo justiça para o caso, celeridade nas investigações. Foram muitas as viagens ao Recife, interditando ruas, protestando em frente as sedes dos órgãos de segurança do estado; Foram muitos os pedidos de ajuda política, de ajuda institucional por mais empenho para elucidar o caso; Lucinha Mota, mãe da criança, expressou sua dor e revolta para a então Presidenta Dilma Roussef, suplicou ajuda ao então Ministro da Justiça, Alexandre de Morais, e até com o Papa Francisco fez contato, implorando atenção para o caso, que ocorreu dentro de uma escola católica. Uma Via Crúcis dolorosa demais. Um martírio!

No último mês de janeiro, Lucinha Mota foi ao Recife pedir agilidade na apuração e transparência nas informações sobre o crime, mas de lá pra cá, nenhuma resposta.

Em dezembro de 2018, foi expedido o primeiro e único mandado de prisão contra o técnico de informática Alisson Henrique de Carvalho Cunha, 40 anos, suspeito de ter apagado as filmagens que ajudariam a elucidar o crime. Alisson aparece nas imagens do circuito de segurança do colégio, captadas no dia 4 de janeiro de 2016, menos de um mês após o assassinato de Beatriz, entrando na sala onde eram armazenados todas as filmagens das câmeras instaladas na escola. Alisson está foragido.

Dizem que não existe crime perfeito. O criminoso sempre deixa pistas, um rastro a ser seguido. Mas há crime mal investigado. Que ao que parece, é o caso do assassinato da menina Beatriz – um caso mal investigado desde a noite do crime, que já teve a frente, quatro delegados e as investigações não avançam.

Um caso que intriga, inquieta, revolta, cercado de tantos rumores e de muito silêncio.

Um mistério!

Da Redação por Sibelle Fonseca

 

 

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