Mais outro caso: Vigilante da Ilha do Fogo é agredido por policiais da Rondesp, denunciam comerciantes

Hoje (16) o Portal Preto No Branco recebeu mais uma denúncia de abuso de autoridade e violência policial, contra cidadãos de Juazeiro. Desta vez, fomos procurados pela Associação de Barraqueiros da Ilha do Fogo e a acusação pesa contra policiais da Rondesp.

De acordo com o presidente Charles Jean, na madrugada desta quinta-feira (16), policiais da Rondesp arrebentaram a corrente do portão e abordaram, violentamente, o vigilante contratado pela associação para fazer a segurança das barracas. “Eles já chegaram quebrando a corrente que é usada para manter o portão de entrada da ilha fechado. E apesar do nosso segurança ter se identificado, eles queriam que o trabalhador desse informações sobre o tráfico de drogas na ilha. Ao dizer que não tinha essa informação, que não podia apontar nomes, o rapaz foi agredido com socos e chutes no estômago. O profissional ainda pediu para me ligar, mas eles não deixaram. Ele foi espancado, quando estava trabalhando, e sem ter chances de se defender”,  contou.

Ainda de acordo com o representante dos barraqueiros, essa não foi a primeira vez que policias invadem o local, e quebraram a corrente do portão.

“Mantemos a entrada fechada durante a noite por ordem da Secretaria de Turismo de Petrolina, para evitar a entrada de carros na ilha e possíveis acidentes, e também para a segurança do nosso patrimônio e do profissional de vigilância que contratamos. Na verdade, o poder público é quem deveria manter a segurança na ilha, mas como é ausente, nós tiramos do bolso para pagar um vigilante. Poucos querem trabalhar lá, por conta da falta de estrutura, da escuridão e dos riscos que correm. Eles temem ser alvos de bandidos, mas o que nós não imaginávamos era que,  própria policia, chegasse agredindo um cidadão, um trabalhador, que enfrenta os perigos da madrugada para fazer seu ‘ganha pão’,  acrescentou.

O barraqueiro Edmilton, que também esteve em nossa redação, informou ainda que o vigilante ficou bastante machucado e sentido fortes dores no abdômen.

” Eu fui dar assistência ao nosso vigilante, e ele estava bastante assustado e queixando-se de dores pelo corpo. Os socos foram mais no estômago, não ficaram marcas, não ficaram hematomas. Isso não pode ficar impune. Quem deveria cuidar da nossa segurança no local, acaba abusando da autoridade e agredindo quem está trabalhando, tentando de forma errada obter informações que não temos. A responsabilidade de coibir e investigar o tráfico de drogas no local é do poder público, da polícia”, finalizou.

Nossa equipe está enviando a denúncia para o Comando da Polícia Militar, em Juazeiro.

Outro caso

Na última terça-feira (14) publicamos outra denúncia contra a PM-BA. A mãe de uma adolescente de 17 anos acusa três policiais do grupamento “Carcará” de terem agredido o jovem no último domingo (12), também na Ilha do Fogo.

“Eles o mandaram baixar a cabeça e covardemente deram um soco e uma joelhada no rosto dele. Achando pouco o que tinham feito, ainda mandaram que ele, e mais quatro amigos, que também foram agredidos, saírem correndo e gritando “Carcará”, batendo os braços para parecer que estavam voando, e indo em direção das pessoas que estavam na parte mais movimentada da ilha, a parte da areia, expondo os meninos, constrangendo-os”, relatou a mãe do adolescente.

Ainda de acordo com a denúncia, as agressões foram realizada por três PM’s, ainda não identificados, e que teriam agido por um motivo fútil. “Esse episódio todo, aconteceu porquê meu filho e os outros meninos, gritaram: “Carcará”, quando viram o grupo dos policiais. Eles, então, foram até os garotos e mandaram que eles gritassem novamente, foi nesse momento que as agressões ocorreram. São uns despreparados, que sequer sabem lidar com adolescentes “, acrescentou a mãe do jovem.

A mulher disse ainda que já registrou uma queixa na delegacia e que o jovem já passou por um Exame de corpo de Delito. “No momento das agressões meu filho não conseguiu gravar os nomes e nem a fisionomia dos policiais, mas acredito que é possível identifica-los, pois é praxe ter os policiais responsáveis pelas rondas em determinados horários e locais. Esses e outros miseráveis que agem assim, precisam ter a certeza de que os que eles costumeiramente fazem pode sim ser denunciado. Estes sim são meliantes fardados. Mesmo que meu filho tivesse feito coisa pior, essa jamais seria a conduta de qualquer policial. Eles precisam pagar de alguma maneira por esse ato”, finalizou.

(Veja aqui)

 

Da Redação

 

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