“Não seria um caso de urgência?”, questiona mulher que acusa médico de esquecer material no abdômen da filha durante o parto no HMIJ

 

“Eu estou desesperada!”. Este é o desabafo de Maria Aparecida Feitosa, diante da situação da filha Elneide Silveira de Oliveira, de 32 anos, que há cinco meses sofre com fortes dores no abdômen, mal estar e febre, após se submeter a uma cesariana, no Hospital da Materno Infantil de Juazeiro-BA.

Em conversa exclusiva ao Portal Preto No Branco, Maria Aparecida contou que o parto aconteceu no mês de janeiro, e que desde o procedimento, a rotina da família passou a ser dividida entre ajudar a cuidar da criança e buscar atendimento médico para Elneide.

“Ela tem dor todos os dias e o dia todo. Voltamos a maternidade várias vezes e os médicos só davam remédio para dor e falavam para ela fazer caminhada. Depois minha filha sentiu que estava com um caroço e então voltamos para mostrar a médica, que mandou ela voltar para casa e pediu uma ultrassonografia. Na minha opinião, ela já deveria ter sido internada naquele momento, pois ela passou vários dias de sofrimento a espera desse exame e depois a espera de uma nova consulta.”, contou.

Maria Aparecida disse ainda que após avaliar a ultrassonografia, a profissional que não teve o nome divulgado, pediu que Elneide passasse por um exame mais detalhado. “Cansados da demora nós resolvemos pagar por uma tomografia e esse exame mostrou que ela estava com gaze, metais e algodão na barriga, ou seja, os médicos que fizeram o parto dela esqueceram esses matérias dentro da minha filha. Isso é um erro médico gravíssimo, que não poderia ter acontecido.”, acrescentou.

Ela declarou ainda que seu maior medo é que a demora por assistência médica acabe agravando o quadro de saúde da filha. “Ela está muito debilitada. São muitos dias de sofrimento. Minha filha perdeu muito peso e está com a barriga muito inchada. Tememos que ela acabe tendo uma infecção generalizada e não resista”, desabafou.

Mais cedo, após a circulação nas redes sociais de um vídeo gravado por Maria Aparecida em frente ao Hospital da Mulher, em Juazeiro, relatando a situação, nossa redação conversou com a Secretaria Municipal de Saúde de Juazeiro. O órgão informou está apurando os fatos para responsabilizar os envolvidos e adotando medidas administrativas cabíveis e que somente a investigação, que está sendo realizada, poderá apontar as reais causas do ocorrido.

Além disso a SESAU afirmou que a paciente está recebendo assistência, bem como a sua família e a cirurgia está sendo providenciada para que ocorra o mais breve possível, mas para Maria Aparecida, o problema não está sendo tratado com a urgência necessária.

“A Secretaria de Saúde entrou em contato comigo e falou que provavelmente a cirurgia só seria feita na próxima quarta-feira (13). Serão muitos dias de espera, mais seis dias de sofrimento. Minha filha ainda nem foi internada, está em casa definhando. Não sabemos mais o que fazer, já pensamos até em prestar uma queixa na Polícia Civil. Não posso ver minha filha morrer e deixar uma criança pequena, sem fazer nada. Eu pergunto: Não seria um caso de urgência? De interná-la imediatamento? O médico do hospital errou e errou feio, um erro grave. O mínimo que a Secretaria de Saúde deveria fazer neste momento seria dar uma atenção especial a paciente e resolver o problema criado pelo médico, ou não”? questionou a mãe aflita.

Novamente, vamos entrar em contato com a secretaria.

Da Redação

 

 

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