SESAU diz que caso de médico que esqueceu materiais dentro de paciente durante parto foi um “evento adverso” e que já está tomando providências

(foto: reprodução)

Circula nas redes sociais um vídeo em que uma mulher acusa um médico de esquecer gazes e metais dentro de uma paciente que realizou um parto no Hospital Materno Infantil de Juazeiro (HMIJ). A mulher afirma que há cerca de cinco meses sua filha realizou o procedimento na unidade de saúde, mas que só agora tomou conhecimento da situação.

O vídeo foi gravado enfrente a Hospital Maternidade. A mulher explica que após a cesariana, a paciente voltou para casa e desde então vem sentido fortes dores e muita febre. A família só ficou ciente da situação após a realização de um exame, segundo a familiar.

“Depois que ela fez um exame, foi descoberto que ela está com um caroço. E dentro desse caroço foram encontrados gazes e metais. Ou seja, esqueceram coisas dentro dela”, diz a mãe que acrescenta ainda que o prontuário da filha não existe mais na unidade de saúde, e que ninguém sabe quem foi o médico responsável pelo parto.

No vídeo, a senhora diz ainda que o caroço criou pus e está infeccionado, e que a paciente ainda não havia sido internada para fazer uma cirurgia para retirar os possíveis materiais.

Resposta

Em nota, a Secretaria de Saúde (SESAU) de Juazeiro informou que assim que tomou conhecimento do fato mobilizou a equipe para que as providências necessárias fossem tomadas. “O que aconteceu foi um evento adverso, que serviu para sinalizar necessidade de melhoria no HMIJ, que já está sendo planejada, para que situações como essa não voltem a ocorrer”, diz a nota.

A SESAU informou ainda que a intenção do Hospital Materno Infantil é prestar uma assistência segura e de qualidade, e que as ações de segurança à saúde estão sendo tomadas. “A SESAU está apurando os fatos para responsabilização dos envolvidos e adotando medidas administrativas cabíveis. Somente a investigação, que está sendo realizada, poderá apontar as reais causas do ocorrido”, completa a secretaria.

A paciente está recebendo assistência, bem como a sua família e a cirurgia está sendo providenciada para que ocorra o mais breve possível, informou a SESAU.

Da Redação

1 comentário

  • Cicera disse:

    O problema desse hospital é o número de “casos isolados”, “eventos adversos”, “situações que fogem a regra”. O que parece de fato é que a exceção é uma mãe entrar, parir e sair com a criança viva e ambos saldaveis.

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