Humor Preconceituoso e bizarro: Prefeitura de Palmas (TO) cancela show de Léo Lins; Ele lotou teatro em Petrolina

Lembra de Léo Lins? Um “humorista” carioca, que em fevereiro deste ano esteve no Sesc Petrolina apresentando um stand-up comedy, com piadas bairristas e desqualificando a cidade de Juazeiro?

Pois é, ele foi impedido pela Prefeitura de Palmas (Tocantins) a apresentar o show “Bullying Arte”, que seria realizado no Teatro Fernanda Montenegro, na próxima sexta-feira (12).

O show foi cancelado, mesmo com ingressos esgotados e na iminência da realização do evento. A produção foi surpreendida não apenas com o cancelamento, mas também com o motivo alegado: “conveniência ou interesse público, declarado por autoridade municipal”.

A Prefeitura de Palmas considerou o show como pejorativo e depreciativo por causa de um teaser publicado por Léo Lins nas redes sociais, onde o humorista fez piada com autoridades como o Governador Mauro Carlessee a Prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro, com base em informações recebidas pelos moradores, que enviam material e sugestões de temas.

Na notificação, Giovanni Alessandro Assis Silva, presidente da Fundação Cultural de Palmas, afirmou que foram empregados pelo humorista sarcasmo, palavras ácidas que rebaixam mulheres, desrespeitam indígenas e associam trabalhadores ao tráfico de drogas.

Apesar das alegações da prefeitura, que o espetáculo desrespeita as mulheres, menospreza o patrimônio indígena e associa trabalhadores a traficantes de drogas, a bilheteria para o evento segue esgotada. Mas a produção está buscando um novo local para realização do show. Além de Palmas, Léo já teve seu show cancelado em outras 20 cidades.

O mesmo show, o “Bullying Arte”, lotou o Teatro Dona Amélia, Sesc/Petrolina, em fevereiro passado. No vídeo de apresentação, ele se referiu a cidade Juazeiro como “Terra das Carrancas, pela aparência da população quando está com dengue”, afirmou que “Juazeiro foi povoada por muriçocas” e “no Ceasa vendia até maconha”.

No espetáculo intitulado de “Bullying Arte”, o comediante, conhecido por suas piadas grosseiras e de mal gosto, também atacou bairros e políticos de Juazeiro.

Na época, o PNB conversou com a direção do SESC/Petrolina, e o supervisor de Cultura da instituição Jailson Lima, informou que tinha locado o teatro para uma produtora em Recife e que o material enviado para assinatura do termo de cessão do espaço não havia nenhuma informação sobre o conteúdo depreciativo a cidade baiana.

Conhecido pelas piadas de mal gosto, agressivas e nada engraçadas, chegando até a colocar no seu repertório tosco, uma chacota sobre a tragédia envolvendo o voo da Chapecoense, que vitimou 77 pessoas.

E fica uma reflexão: Por que um show que desrespeita mulheres, menospreza indígenas, compara trabalhadores a traficantes de drogas, desqualifica cidades, deprecia e ataca pessoas e faz graça com tragédias, lota os espaços e têm  esgotados?

Da Redação por Sibelle Fonseca

 

 

 

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