
O leitor do Portal Preto No Branco, Breno Fonseca, escreveu para a nossa redação pedindo providências ao Ministério Público, políticos e autoridades para um problema que vem afetando a população de Juazeiro-BA.
Breno mora no Loteamento Terras do Barão, localizado ao lado do Bairro Expedito de Almeida Nascimento e reclama das fuligens que invadem a sua residência diariamente. “Com a queima da cana-de-açúcar da Empresa Agrovale são liberadas no meio ambiente essas partículas que estão invadindo nossas residências todos os dias. Limpamos nossas casas e 2, 3 horas depois fica tudo sujo novamente. É impossível viver dessa forma. Sem falar nos impactos ambientais que são causados por essas fuligens”, declarou Breno.

Ele ainda citou um estudo realizado por uma universidade paulista, que atribui a fuligem a doenças respiratórias e circulatórias, tais como: asma, hipertensão, câncer de pulmão e até mesmo o raro câncer peniano. O estudo citado pelo leitor diz ainda que a fuligem é o segundo fator humano causador do aquecimento global, depois do dióxido de carbono”.

Breno Fonseca apela para que o problema seja resolvido pelos órgãos responsáveis. “Peço encarecidamente a atenção devida ao Ministério Público e demais autoridades. Até quando vamos ter que viver dessa maneira?”, questionou.
Essa não é a primeira reclamação que o PNB recebe sobre a queima de cana realizada pela Agrovale em Juazeiro.
A Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano do município declarou que a empresa é licenciada pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), e com isso, o acompanhamento do cumprimento das condicionantes ambientais fica a cargo do órgão estadual.
Por diversas vezes, a redação do Preto No Branco entrou em contato com a assessoria do Inema, em Salvador e com o próprio gestor do órgão em Juazeiro, Anselmo Vital, mas o Inema não atende aos pedidos de esclarecimentos sobre a queima da cana pela Agrovale. O órgão ambiental não se manifesta, não atende aos nossos questionamentos e deixa a comunidade sem respostas.
Em nota enviada em maio deste ano, a Agrovale informou que estava realizando efetivas mudanças no sistema de produção agrícola, substituindo gradativamente o corte de cana manual pela utilização por máquinas colheitadeiras para cana crua, cujo processo culminará com a integralidade do procedimento plenamente mecanizado.
Diante da nova denúncia, abrimos espaço para os órgãos citados na matéria se pronunciarem.
Da redação Por Yonara Santos



