Especial: Katússia Almeida, dando um peitaço na cara do câncer de mama

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Ela tem 39 anos, mãe de uma filha, militante feminista, vice-presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Diretos da Mulher de Juazeiro e uma cidadã participante e consciente dos seus direitos e deveres.

Foi encorajando outras mulheres a fazerem a prevenção do câncer de mama no Instituto Ivete Sangalo, onde prestava um serviço voluntário, que ela descobriu que tinha dois nódulos malignos no peito.

Na tarde do dia 29 de setembro do ano passado, Katússia Almeida recebeu o diagnóstico: “Fiquei sem chão. Meu mundo desabou. Passei três dias trancada em casa, só chorando e evitando contato com as pessoas. Mas este tempo foi bom para eu pensar e decidir que o diagnóstico de câncer, não seria minha sentença e encarei, conta Katússia.

Daí começa uma história de superação, uma história exemplar, que tornou Katússia uma referência para as mulheres diagnosticadas e também para aquelas que se afligem com a possibilidade de serem as próximas vítimas.

Katússia assumiu o protagonismo da sua cura. Com coragem e fé, ela naturalizou o diagnóstico, o tratamento e levantou, com muita dignidade, a bandeira da luta contra o câncer de mama “Eu criei logo umas Hashtags e postei nas redes sociais #dandopeitaçonacaradocancer #cabelocresce e assim, naturalizando a doença, fui assimilando e isso foi importante para o processo de aceitação e consequentemente de superação”.

O Portal Preto No Branco entrevistou esta guerreira que, um ano após o diagnóstico, exibe vitalidade, entusiasmo e muita alegria de viver.

PNB – Como você recebeu a notícia de que tinha um câncer de mama?

Katússia – De maneira inesperada, através de um teste do aparelho novo do instituto. Uma vez que não tenho idade para realizar a mamografia e nem caso na família , para devidas investigações.  Foi dada pelo médico, e por toda a equipe, dá qual faço parte como voluntária.

PNB – Passado o susto, como agiu? O que pensou?

Katússia – Fiquei durante 3 dias em casa, em modo de reclusão. Chorei bastante, refletir e pensei em todos os conselhos que , durantes os anos de voluntária, dei as todas as mulheres que tive a oportunidade de ajudar. E resolvi apegar-me a esse conforto, a essa experiência de lidar com essa situação.

PNB – E o tratamento é o” bicho papão” tão temido?

Katússia – É doloroso, não minto. Mas só é bicho papão pra quem tem medo, pra quem não decide encarar de frente . Eu decidi erguer a cabeça e seguir enfrente , com fé e esperança na cura. Ter coragem é essencial para o tratamento.

PNB – Como as pessoas a sua volta reagiram?

Katússia – Foi um grande susto. Ninguém soube como lidar a princípio, mas depois tiveram a reação de apoio e encorajamento para comigo. Mesmo com o sofrimento que o diagnóstico causou a todos a minha volta.

PNB – O que diriam para as mulheres q foram diagnosticadas?

Katússia – Força, fé e coragem para enfrentar. Que diagnóstico não é sentença. Temos que escolher viver.

PNB – O que mais tem te ajudado nesse processo de superação?

Katússia – A fé. O carinho. A solidariedade. De minha família, amigos e daqueles que ao conhecer minha história se sensibilizaram e transmitem uma corrente do bem , a qual estou envolvida. Sim, me sinto mais forte, com mais coragem, mais garra para viver.

Da Redação por Sibelle Fonseca

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