Bahia confirma novo caso de sarampo e número sobe para 23; primeira fase da campanha termina hoje (25)

A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou nesta quinta-feira (24), mais um caso de sarampo no estado. O novo caso foi registrado na cidade de Ituberá, baixo sul da Bahia.

Não há informações sobre o estado de saúde do paciente e as possíveis circunstâncias da adesão ao vírus. Com esse novo caso, o número de ocorrências confirmadas no estado sobe para 23. Os números correspondem ao levantamento feito até a semana epidemiológica 42 (19/10), segundo a Sesab.

Dos 23 casos de sarampo confirmados na Bahia, 12 são em Santo Amaro, 5 em Gandu, 2 em Ituberá, 1 em Jacobina, 1 em Palmeiras, 1 em Salvador e 1 em Andorinha. Segundo a secretaria, do total de casos, cinco são importados, ou seja, a contaminação ocorreu em outras localidades fora da Bahia, mas a notificação se deu durante a estadia aqui no estado. Esses casos são em Porto Seguro (1), Salvador (1), Souto Soares (1) e Caetité (2).

Até o momento, foram notificados 584 casos suspeitos de sarampo, sendo 310 descartados, 23 confirmados, enquanto 251 permanecem em investigação.

Campanha

Lançada no início deste mês, a primeira fase da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo termina hoje (25). A campanha é promovida em parceria com secretarias de Saúde municipais e estaduais, e tem como objetivo recuperar o certificado de “país livre do sarampo”, ostentado pelo Brasil em 2016.

Nessa primeira etapa, iniciada dia 7 de setembro, teve como foco crianças de 6 meses a menores de 5 anos. Já o segundo grupo, previsto para iniciar em 18 de novembro, será direcionada para adultos entre 20 e 29 anos que ainda não atualizaram a caderneta de vacinação.

A meta é vacinar 2,6 milhões de crianças na faixa prioritária e 13,6 milhões de adultos. Para viabilizar a ação, o Ministério da Saúde garantiu a maior compra de vacinas contra o sarampo dos últimos 10 anos. Ao todo, 60,2 milhões de doses da tríplice viral foram adquiridas para garantir o combate à doença nos municípios.

Público alvo

As crianças são mais suscetíveis às complicações da doença, que podem evoluir para óbito. Nos últimos 90 dias, foram confirmados 13 óbitos pela doença no Brasil, sendo sete óbitos (53,8%) em menores de cinco anos de idade, dois (15,4%) na faixa etária de 20 a 39 anos e quatro (30,8%) em adultos maiores de 40 anos.

As crianças menores de um ano apresentam incidência de 106,1/100.000 habitantes, número 12 vezes superior ao registrado na população geral (8,5/100.000), seguido pelas crianças de 1 a 4 anos (23,8/100.00), o que confirma essas faixas etárias como as mais suscetíveis a complicações e óbitos por sarampo.

Sarampo
Causado por vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não morre, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas.

A prevenção ao sarampo, feita por meio da vacinação, é fundamental, já que não há tratamento para a doença. O tipo de vacina varia conforme a idade da pessoa e a situação epidemiológica da região onde vive, ou seja, é necessário levar em conta a incidência da doença no local. Quando há um surto, por exemplo, a dose aplicada pode ser do tipo dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola.

Da Redação

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