O senador Jaques Wagner foi mais um a se manifestar contra o polêmico vídeo do secretário de Cultura Roberto Alvim, que fez discurso bastante semelhante ao de Joseph Goebbs, ministro da propaganda nazista e considerado braço-direito de Adolf Hitler.
Judeu, o petista diz que considera as “declarações irresponsáveis” e que Alvim “não pode usar a função pública para propagar o nazismo”.
““Gato escaldado tem medo de água fria”. Sou judeu, filho e neto de judeus, conheço a história e suas consequências. Não quero q nenhum povo seja dizimado. Repudio as declarações irresponsáveis deste sujeito q não pode usar sua função pública para propagar o nazismo. Inaceitável!”, disse.
O baiano não foi o único opositor do governo Bolsonaro a se manifestar no Twitter. O deputado federal Paulo Pimenta (PT) criticou uso de verba pública e da “estrutura do Estado” para fazer “apologia ao nazismo”.
O deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, endossou o discurso do parlamentar petista e disse que o país vive a “maior crise da democracia desde 1964”.
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes afirmou que a “riqueza da manifestação cultural repele o dirigismo autoritário nacionalista”, e que o torna o Brasil “grande” é justamente o seu “povo profundamente miscigenado e diversificado”.
A estética é nazista. A música, de Wagner, uma das preferidas de Hitler. Há trechos exatos de discurso de Goebbels.
Um servidor público usando dinheiro dos contribuintes e estrutura do Estado para fazer apologia ao nazismo. Se Bolsonaro não o demitir, será cúmplice desse crime. pic.twitter.com/49gstJSSqD
— Paulo Pimenta (@DeputadoFederal) 17 de janeiro de 2020
Bolsonaro fechou conselhos, promoveu censura na cultura, inviabilizou pesquisas, perseguiu professores. Agora, seu secretário de cultura cita um nazista e copia uma propaganda nazista para falar do governo. É a maior crise da democracia desde 1964.
— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) 17 de janeiro de 2020
A riqueza da manifestação cultural repele o dirigismo autoritário nacionalista. A arte é, na sua essência, transformadora e transgressora. O que faz do Brasil um país grandioso é a força da sua cultura, fruto de um povo profundamente miscigenado e diversificado.
— Gilmar Mendes (@gilmarmendes) 17 de janeiro de 2020
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