Aras manisfesta desconforto com associação de seu nome à terceira vaga no STF

 

O procurador-geral da República, Augusto Aras, emitiu uma nota pública no final da noite da última sexta-feira (29) manifestando, em suas palavras, “desconforto” com a veiculação reiterada de seu nome para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em transmissão ao vivo em suas redes sociais na noite quinta-feira (28) que Aras é um nome forte a ser indicado por ele para disputar uma possível terceira vaga ao Supremo.

“Se aparecer uma terceira vaga -espero que ninguém desapareça-, mas o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga”, disse na ocasião. Vale ressaltar que o procurador-geral é, entre outras atribuições, responsável por investigações que atingem o chefe do Executivo.

Na nota, Aras afirma que ao aceitar a nomeação para a chefia da Procuradoria-Geral da República, não teve outro propósito senão o de melhor servir ao País, combatendo o crime organizado e os atos de improbidade.

“Conquanto seja uma honra ser membro dessa excelsa Corte, o PGR sente-se realizado em ter atingido o ápice de sua instituição, que também exerce importante posição na estrutura do Estado”, diz pronunciamento divulgado pela assessoria do Ministério Público Federal (MPF).

O PGR também disse que pretende permanecer no cargo até o final do seu mandato. Em seu mandato, Bolsonaro terá direito a indicar o nome de dois ministros para o STF. As vagas serão abertas pelas aposentadorias compulsórias de Celso de Mello – ainda este ano – e de e Marco Aurélio – no ano que vem.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras:

“O  procurador-geral da República, Augusto Aras, manifesta seu desconforto com a veiculação reiterada de seu nome para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Conquanto seja uma honra ser membro dessa excelsa Corte, o PGR sente-se realizado em ter atingido o ápice de sua instituição, que também exerce importante posição na estrutura do Estado.

Ao aceitar a nomeação para a chefia da Procuradoria-Geral da República, não teve o atual PGR outro propósito senão o de melhor servir à Pátria, inovar e ampliar a proteção do Ministério Público Federal e oferecer combate intransigente ao crime organizado e a atos de improbidade que causam desumana e injusta miséria ao nosso povo. 

O PGR considerar-se-á realizado se chegar ao final do seu mandato tão somente cônscio de haver cumprido o seu dever.”

 

Fonte Bocão News

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