TJ-BA decide apurar conduta de servidora de Curaçá que chamou policial de macaco

(foto: reprodução)

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) decidiu instaurar sindicância para apurar a conduta da servidora de Curaçá, no Norte da Bahia, Libania Maria Dias Torres, que chamou um policial de macaco durante uma ocorrência no bairro Vale dos Lagos, Salvador, no dia 16 de setembro. A decisão, instaurada por meio do corregedor Osvaldo de Almeida Bonfim, das comarcas do interior, está disponível no Diário de Justiça Eletrônico desta sexta-feira (25).

De acordo com o corregedor, diante das notícias que circularam na imprensa sobre o ocorrido, a conduta atribuída à escrivã do TJ-BA implica em “procedimento público incorreto”. Osvaldo Bonfim designou o juiz Paulo Ney de Araújo para presidir a sindicância, que tem prazo de 30 dias para a conclusão.

Não foi racismo”

A defesa do Policial Militar prometeu que irá processar o presidente do PT da cidade de Curaçá, Júlio César, e toda a diretoria da sigla envolvida na aprovação de uma nota de apoio a agressora. No perfil do Instagram, o PT municipal alegou que o termo utilizado por Libânia para ofender o policial “não é racismo” mas que é cultura “nordestina e Curaçaense, herdada de Lampião, chamar policiais de Macaco”.

Em seu novo pronunciamento, o presidente do PT de Curaçá pediu desculpas por qualquer palavra que tenha sido interpretada de maneira diferente do que ele pretendia e informou que não concorda com a forma “grosseira” e “agressiva” com que Libânia tratou os policiais.

Da Redação

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