Artista juazeirense rebate críticas do presidente do Conselho Municipal de Cultura sobre reunião que discutiu a atuação do órgão no município

(foto: reprodução/Facebook)

O ator e diretor Elder Ferrari emitiu um texto resposta rebatendo o presidente do Conselho Municipal de Cultura de Juazeiro, no Norte da Bahia, Marcos Velasch, no que diz respeito as críticas feitas ao órgão durante uma reunião com a candidata a prefeitura Suzana Ramos (PSDB), com membros da classe artística. O encontro aconteceu na última terça-feira (13).

A equipe da coligação de Suzana destacou, em material enviado a imprensa, que “a cidade possuí um Conselho Municipal de Cultura, mas o mesmo não interfere nas políticas públicas da cultura” e disse ainda que “a classe reivindica a implantação de um plano e um fundo municipal da cultura, além de investimento público nas instituições de cultura e incentivo, através de uma política de editais democráticos e desburocratizados, com abrangência nas diversas linguagens artísticas, programas de fomento, formação e difusão da cultura na sede e no interior do município”.

O presidente do CMC rebateu as críticas e disse que a matéria “está em desconformidade com o papel que o Conselho Municipal de Cultura vem exercendo dentro de Juazeiro” e que “em momento algum se ausentou do debate com o Governo, deixou de debater com a representatividade artística do município”. “[…] quero confortar a categoria e dizer que o Conselho Municipal de Cultura em momento algum vai se opor aos artistas, nosso papel é representá-los, atender as demandas. Mas é importante também que a comunidade artística juazeirense participe dos colegiado, passe a debater com presença, sendo mais propositivo”, disse Marcos Velasch [leia o texto na íntegra].

Em resposta, o artista Elder Ferrari, que esteve na reunião com a candidata, salientou que não citou, em nenhum momento “que a cidade não tinha conselho” e que “foi um equívoco da assessoria da candidata que trocou a palavra ‘Sistema’ e ‘plano’ por ‘Conselho’ na matéria editada”. Criticou ainda a burocracia na aprovação do plano municipal ao dizer que “já está na 3° gestão desde a reativação do conselho e nada do plano ser aprovado e encaminhado para câmara de Vereadores”.

“O grande problema está no orçamento previsto no plano municipal de cultura que prevê uma pequena porcentagem da arrecadação do SAAE para custear as ações da cultura na cidade, indo direto pra o fundo municipal de cultura, acredito que não é do interesse do atual governo municipal disponibilizar um recurso tão alto para os trabalhadores da cultura ou então não estão dando a atenção necessária ao trabalho do conselho”, destacou Elder Ferrari [leia na íntegra abaixo].

Leia na íntegra

Estive no encontro de artistas com a candidata Suzana onde coloquei a política pública para cultura como a melhor forma para construir uma gestão cultural atuante e democrática.

Na minha fala defendi a implantação do sistema municipal de cultura assim como o plano municipal de cultura que trará um orçamento definido, facilitando as ações da gestão.

Eu em nenhum momento citei que a cidade não tinha conselho, foi um equívoco da assessoria da candidata que trocou a palavra “Sistema” e “plano” por ” Conselho” na matéria editada, contudo tenho sim minhas críticas:

Em 2015 o conselho foi reativado após 10 anos parado , fui presidente por 2 anos como prevê o regimento do conselho, assumi e logo começamos o trabalho do plano com informações que restaram do último conselho e também propostas da nossa conferência de cultura e fizemos diversas vezes o processo de revisar e atualizar o plano, várias vezes enviamos o plano para procuradoria do município e sempre voltava com a desculpa de estar falando algo, lá se vão mais de 4 anos, já está na 3° gestão desde a reativação do conselho e nada do plano ser aprovado e encaminhado para câmara de Vereadores. Será que é o conselho que não tem interesse?ou a gestão? O grande problema está no orçamento previsto no plano municipal de cultura que prevê uma pequena porcentagem da arrecadação do SAAE para custear as ações da cultura na cidade, indo direto pra o fundo municipal de cultura, acredito que não é do interesse do atual governo municipal disponibilizar um recurso tão alto para os trabalhadores da cultura ou então não estão dando a atenção necessária ao trabalho do conselho.

É muito fácil fazer algo quando se tem dinheiro, a prova é a Lei Aldir Blanc que está possibilitando aos artistas 5 editais nas diversas linguagens artísticas, mas quando acabar o recurso da lei vamos precisar dessas políticas previstas no plano.

No mais tenho participado dos principais eventos culturais da cidade por talento e merecimento e estive a frente da militância artística em todos os momentos seja na luta do centro de cultura João Gilberto que continua fechado pelo governo estadual ou na luta pela reativação do conselho ou ainda nos palcos da vida faz mais de 20 anos, o que me respalda pelo artista que me tornei e pelo respeito que sempre tive a todos os colegas de profissão e artistas.

Elder Ferrari

Da Redação

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