Atração do FESC, cantor Almério fala ao PNB sobre festivais, trabalho autoral e apresentação de hoje a noite, em Juazeiro

(foto: divulgação)

Totalmente adaptado ao momento de pandemia, o Festival Edésio Santos da Canção (FESC) traz o pernambucano Almério, neste sábado (12), para a grande final da 23ª edição.

O músico despontou no cenário musical após se apresentar no palco sunset do Rock in Rio, ao lado de Johnny Hooker e Liniker, em 2017. Ele é natural da cidade de Altinho (PE), e atualmente mora em Caruaru, de onde vem conquistando o Brasil e o mundo com suas canções autorais, voz marcante, originalidade e presença cênica.

No currículo, Almério traz participações em shows de Alceu Valença, Elba Ramalho, Dominguinhos, e recentemente concorreu, juntamente com a cantora baiana Mariene de Castro, a uma das maiores premiações da indústria musical, o Grammy Latino 2020, em Miami, nos Estados Unidos. Os dois disputaram na categoria ‘Melhor Álbum de Música de Raízes em Língua Portuguesa’ pelo álbum “Acaso Casa”, com canções de Luiz Gonzaga, Acioly Neto, Alceu Valença, dentre outros.

Em entrevista ao PNB, Almério falou da apresentação de hoje a noite, da cultura de festivais, desafios do artista autoral e sobre a satisfação de voltar a região do São Francisco.

Confira!

PNB: Sobre o show. O que você preparou para o público do Festival Edesio Santos da Canção?

Almério: Preparei meu repertório com as canções que não podem faltar, como “Segredo” “Queria ter pra te dar” e “Androginismo” mais as canções do último disco lançado em plena quarentena o “Desempena Vivo” e duas canções novas também. E muito amor pra gente compartilhar pela energia e pelo olhar.

PNB: Festivais de música. Qual sua opinião sobre eles?

Almério: Festivais são veículos de resistência e amor, estímulo pra cadeia produtiva de música, cultura e educação. Uma forma de dizer o quanto nossa música pode se fortalecer, o quanto ela é vívida, o quanto ela é transformação. Em cada lugar do mundo, do mais inóspito ao mais movimentado, deve existir uma estrela esperando o sopro primordial, uma semente pronta pra germinar.

PNB: Quais os desafios do trabalho autoral?

Almério: Tem os desafios e os facilitadores. Em qualquer trabalho haverá seus embates, seja autoral ou não. O problema não está na autoralidade mas como sua música vai chegar no público, quais os meios, quem procurar, onde investir? Hoje o mercado voltou a absorver muito mais os clipes, o público ajuda mais a compartilhar uma imagem, e como a gente vê, nem precisa tanto de megas produções, uma boa ideia, junto com uma boa música, já pega a galera pelo coração.

PNB: De volta a região do São Francisco. Qual a sensação?

Almério: Ah … fazer show nessas duas cidades irmãs ligadas pelo “Velho Chico” é uma riqueza pra qualquer artista, duas cidades inspiração, de grandes compositores e compositoras, cantores e cantoras. Me sinto honrado em deixar meu canto ecoar pelas ondas dessas duas versões de beleza e arte. E como sempre sou recebido com muito carinho, sempre vou disposto a dar esse carinho de volta, principalmente agora nesse momento em que a gente precisa de afeto e cuidado.

O show de Almério, na final do FESC pode ser assistido pelo link de transmissão: https://youtu.be/zRDFIYaIKWI

Da Redação

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