“A gente que está pagando pelo roubo”: funcionários do Hospital Regional de Juazeiro dizem que SESAB não cumpriu acordo e salários continuam atrasados

Funcionários do Hospital Regional de Juazeiro, no Norte da Bahia, alegam que a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab) não cumpriu a promessa de efetuar, no prazo de 15 dias, o pagamento dos salários e benefícios pendentes do período correspondente a administração da antiga empresa gestora. A IBDAH deixou a direção após a unidade hospitalar ser alvo da Operação Metástase, da Polícia Federal, que desarticulou um esquema de fraude em licitações e desvio de recursos públicos destinados à gestão do HRJ.

No dia 30 de novembro, ao PNB, funcionários denunciaram que o salário de outubro estava atrasado e disseram temer que o pagamento referente ao mês de novembro, bem como a primeira parcela do décimo terceiro, também fossem atrasados. A saída da antiga empresa administradora gerou um clima de receio ainda maior nos funcionários, que temem sair prejudicados.

Nessa mesma data foi realizada uma reunião com os funcionários do HRJ. Nesse encontro, segundo os profissionais, foi solicitado o prazo de 15 dias para a efetuação do pagamento dos salários de outubro e do valor trabalhado pelos profissionais até o dia 22 de novembro – data que o hospital ficou sob gestão da antiga empresa -, bem como de férias e décimo terceiro salários.

Apesar de não comentar nada sobre o prazo citado pelos funcionários, em nota enviada ao PNB, a Sesab disse que “os eventuais créditos da antiga gestora serão utilizados para regularizar os pagamentos dos funcionários do Hospital Regional de Juazeiro” e que serão efetuados pela própria secretaria. “Não há qualquer interferência da nova gestora no salário dos funcionários”, acrescentou o órgão.

Acontece que, até o momento, segundo os funcionários, nada foi repassado. “Infelizmente o secretário de saúde e o governador do estado não cumpriram com a suas palavras. Até o dia de hoje não caiu os salários atrasados, décimo e rescisão, como prometido por eles. Estamos sem saber o que fazer, a quem recorrer. Eles não têm um pingo de compaixão e amor ao próximo. A tristeza e o desespero são notados nos rostos dos funcionários de longe”, desabafa um funcionário cuja identidade será preservada.

“Corre o risco da gente receber o primeiro mês da OSID e não receber nada da SESAB. Os ladrões que roubaram o hospital estão ricos e a gente que está pagando pelo roubo. Será que eles não sabem que têm famílias passando necessidade? Mães desesperadas para colocar comida para seus filhos? Ninguém nos dá uma posição, não estão nem aí. Enquanto isso prosseguimos na luta, zelando pelos pacientes que de nada têm culpa”, desabafa a fonte.

O PNB entrou em contato com a Sesab, mas até o fechamento desta matéria não obteve uma resposta do órgão.

Da Redação

1 comentário

  • Marta Maria da Cruz disse:

    Será que a Sesab é conivente com os gestores? Ou está apenas empregando a típica característica de alguns políticos que nunca cumprem o que prometem?

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