Presidente do Sanatório Nossa Senhora de Fátima se manifesta sobre atraso nos salários dos funcionários da instituição

 

 

Nessa quarta-feira (20), o PNB recebeu mais uma denúncia referente aos atrasos salariais dos funcionários do Sanatório Nossa Senhora de Fátima, em Juazeiro no Norte da Bahia, que informaram que estão há cinco meses sem receber os pagamentos e aguardam também o 13° salário.

“A administração afirma que a instituição não está recebendo verba, mas sabemos que não é verdade. Como já foi dito outras vezes, no Sanatório existe uma ala que atende pacientes de forma particular, e os pagamentos são feitos por semana. A unidade está lotada de pacientes. E nós, estamos desde setembro sem receber nenhum pagamento, nem o do décimo. Isso é um absurdo”, reclamaram.

Em resposta a reclamação dos profissionais, a presidente  do Sanatório Nossa Senhora de Fátima, Elizabete Teixeira de Almeida afirmou que “‘são poucos os pacientes que pagam particular, e estes ajudam no pagamento de insumos e outros materiais, mesmo assim não arcam com um cuidador”. A presidente disse ainda que “Nunca dissemos que a culpa era da Secretaria de Juazeiro, apenas que o repasse não era suficiente, mesmo assim estamos pagando o salário de acordo com porcentagem que recebemos do SUS”, afirmou Elizabete.

Ela também disse que houve uma reunião com o trabalhadores, registrada em ata, para repassar a situação financeira da instituição e a maioria, compreendeu as dificuldades e aceitou o parcelamento dos pagamentos em atraso.

Elisabete retificou que a dívida com os trabalhadores não é de 5 meses, e assumiu o atraso dos meses de outubro, novembro e dezembro e o décimo terceiro. No entanto, garantiu que o mês de outubro será pago na próxima semana, assim que entrar o recurso.

” Vão ficar pendentes os meses de novembro, dezembro e o décimo, mas como esperamos um aumento de alguns recursos agora neste mês de janeiro, pretendemos sanar este restante até março. A situação do Sanatório Nossa Senhora de Fátima é muito difícil, os recursos que entram são sempre menores que os custos com os pacientes, mas enfrentamos estas dificuldades por sabermos da necessidade dos pacientes e de suas famílias. Vivemos de doações, de eventos que promovemos para angariar fundos, que nos ajudam a pagar algumas despesas e assim vamos funcionando, com muita luta”, concluiu a presidente.

Da Redação

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