300 pessoas aguardam transferência para leitos de Covid na Bahia

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O chefe do médico da UTI, Everton Padilha Gomes, examina uma radiografia de tórax de um paciente em um hospital de campo criado para tratar pacientes que sofrem da doença por coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo
O chefe do médico da UTI, Everton Padilha Gomes, examina uma radiografia de tórax de um paciente em um hospital de campo criado para tratar pacientes que sofrem da doença por coronavírus (COVID-19) em Guarulhos, São Paulo

 

Segundo a subsecretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, durante entrevista à TV Bahia, mais de 300 pessoas aguardam nesta terça-feira (2) a transferência para um leito de tratamento exclusivo para casos da Covid-19 no estado

A secretaria demonstrou preocupação com o aumento do tempo entre a regulação do paciente e a intubação dele em um leito de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Antes desta crise no sistema, o processo demorava em média 12h, agora, pode chegar até 48h.

“Esse dado é um retrato, é preciso que as pessoas entendam de uma vez por toda isso. O que eu quero dizer é que, em um determinado momento, as pessoas saem de alta, outras têm óbito e a gente vai acolhendo as pessoas pros leitos. Na verdade, há momentos que chegamos a 100%, por isso a demora maior para o acolhimento das pessoas”, disse.

Ela ainda chamou atenção para ao fato dos jovens serem os “vetores” de transmissão para os idosos e falou da importância de acelerar a vacinação desta população.

“A taxa de ocupação e mortes de pacientes são 77% maiores em pessoas acima de 70 anos. Urge a necessidade de vacinação dessa população. Os jovens são os vetores, as crianças são pouco acometidas. Os vetores, às vezes assintomáticos, transmitem para essa camada da população mais idosa”, completou Tereza.

Atualmente, a taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 83%.

Da Redação

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