Hidroxicloroquina doada por Trump encalha e Brasil tem 2,5 milhões de unidades paradas

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Milhões de comprimidos de hidroxicloroquina – doados pelo  ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e pela farmacêutica Sandoz – estão encalhados em um armazém do Ministério da Saúde. O estoque do remédio, fruto de um esforço diplomático com participação direta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), também foi distribuído para hospitais e municípios.

A pasta conta com 2,5 milhões de unidades do medicamento sem eficácia para o tratamento da Covid-19 encalhadas. A publicação cita o exemplo de Joinville, em Santa Catarina, que recebeu o maior lote do medicamento em setembro de 2020: cerca de 160 mil comprimidos.

Cinco meses depois, apenas 1,26 mil comprimidos foram usados  – menos de 0,8% do total – e a Prefeitura quer devolver o que ainda resta. A segunda cidade que mais ganhou  hidroxicloroquina foi Lages, também no estado de Santa Catarina.

A cidade recebeu 63 mil comprimidos, em setembro. Deste montante, 57 mil unidades seguem encalhadas. A prefeitura afirmou que não deve buscar mais doses e está atenta à validade do produto, “para evitar desperdício”.

Já o Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre (RS), vinculado ao Ministério da Saúde, usou 1,2 mil comprimidos em 4 meses. Tem ainda cerca de 18,3 mil unidades paradas. O diretor do grupo, Cláudio Oliveira disse que a demanda pelo medicamento despencou e que a unidade planeja devolver a droga ao Governo Federal.

O estado do Amazonas também recebeu doação de hidroxicloroquina dias antes de seu sistema de saúde entrar em colapso, no começo de janeiro. O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, destinou 120 mil unidades da droga doada por Trump para o Estado.

Uma das cidades onde a situação da pandemia é mais crítica, Manaus recebeu 15 mil destes comprimidos. Desde então, 3,52 mil unidades foram usadas, “principalmente para casos da covid-19”, segundo a prefeitura da capital amazonense.

A região também depende da droga para o tratamento da malária, para qual o medicamento é comprovadamente eficaz. Em 2020 foram registrados 5.284 casos desta doença na cidade.

Da Redação, com informações O Estado de São Paulo

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