Ministério da Saúde coloca presos em lista de prioridade de vacina e secretários de segurança se revoltam

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Vacinação dos profissionais de saúde, veterinários e agentes funerários com 60 anos ou mais de idade, que estam na ativa, na Clínica da Família Estácio de Sá, na região central da cidade. O município do Rio de Janeiro ampliou hoje (27) o público-alvo da campanha de vacinação contra a covid-19.
Vacinação dos profissionais de saúde, veterinários e agentes funerários com 60 anos ou mais de idade, que estam na ativa, na Clínica da Família Estácio de Sá, na região central da cidade. O município do Rio de Janeiro ampliou hoje (27) o público-alvo da campanha de vacinação contra a covid-19.

 

Secretários estaduais de Segurança acionaram o Ministério da Justiça revoltados com documento da pasta do Ministério da Saúde, comandada por Eduardo Pazuello, sobre grupos prioritários na vacinação de Covid-19, em que os presos aparecem na 17° posição, na frente dos agentes que trabalham no sistema carcerário (18º) e também dos integrantes das forças de segurança e salvamento (21º).

Alguns gestores disseram que não vão cumprir a orientação do ministério. “Aqui no estado nenhum preso vai vacinar antes. Não existe isso. Aqui são 20 mil servidores da força, foram 32 mortes por Covid-19. Temos aqui cerca de 23 mil presos. Foram 5 mortes. Nem estatisticamente isso se justifica. Nossos servidores estão muito mais expostos, sem dúvida”, afirmou Rodney Miranda, secretário de Segurança do Goiás.

O documento com uma mínima tentativa de esboçar um plano de imunização já tinha sido divulgado no fim de janeiro, mas ainda não era esclarecedor.

Por determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do STF, a pasta decidiu colocar números ao lado de cada grupo para deixar claro que a lista era, sim, a ordem dos grupos prioritários na vacinação contra Covid-19.

As informações são da Folha de S. Paulo 

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